Serão feitos leilões de até 2 bilhões de dólares
Gabriela Thier Publicado em 20/01/2025, às 18h07
O Banco Central do Brasil (BC) programou para esta segunda-feira (20), a realização de dois leilões de dólares com compromisso de recompra futura. Cada um desses leilões terá um limite estipulado em até US$1 bilhão, utilizando como referência a taxa de câmbio publicada no boletim Ptax às 10h, que foi fixada em R$6,06 bilhões.
Essas operações, designadas como Leilão A e Leilão B, serão conduzidas exclusivamente por instituições que estão credenciadas pela autoridade monetária brasileira, conhecidas como dealers de câmbio.
De acordo com informações divulgadas pelo BC, o valor máximo aceito em cada um dos leilões será de US$1 bilhão, totalizando assim um teto de US$2 bilhões para as duas operações. O horário estabelecido para o Leilão A é entre 10h20 e 10h25, enquanto o Leilão B ocorrerá das 10h40 às 10h45. Os valores resultantes dessas vendas serão liquidadas no dia 22 de janeiro.
No comunicado oficial do banco, foi destacado que as operações de recompra do Leilão A estão agendadas para o dia 4 de novembro e as do Leilão B ocorrerão em 2 de dezembro.
Reservas Internacionais
As reservas internacionais representam os ativos do Brasil denominados em moeda estrangeira, atuando como uma rede de proteção que possibilita ao país honrar suas obrigações externas e enfrentar eventuais crises financeiras e interrupções nos fluxos de capital. Atualmente, essas reservas totalizam quase US$330 bilhões.
Geridas pelo Banco Central, essas reservas são constituídas majoritariamente por títulos e depósitos em diversas moedas, sendo o dólar a principal delas, além do euro, libra esterlina, iene japonês, dólar canadense e dólar australiano. Também incluem direitos especiais de saque junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI), depósitos no Banco de Compensações Internacionais (BIS), ouro e outros ativos financeiros.
O BC ressalta que, sob o regime de câmbio flutuante adotado pelo Brasil, essa reserva internacional atua como um importante colchão de segurança. Isso contribui para a estabilidade do mercado cambial ao suavizar variações abruptas da moeda nacional – o real – frente ao dólar, proporcionando maior previsibilidade e segurança para os agentes econômicos envolvidos.