Azeite de Qualidade

Azeite adulterado? Saiba como identificar sinais e evitar produtos falsos

Lista oficial revela lotes que não atendem ao padrão esperado e contêm misturas perigosas

Esse óleo funcional é um dos pilares de uma das dietas mais saudáveis do mundo - Imagem: Reprodução / Freepik

Sabrina Oliveira Publicado em 30/10/2024, às 12h35

Azeite extravirgem é sinônimo de tradição, saúde e qualidade, mas também de desafios. Conhecido como o "suco da azeitona", ele é a única gordura vegetal extraída de uma fruta inteira, sem processos químicos. Essa pureza, no entanto, tem um preço alto — tanto em custo quanto em vulnerabilidade a fraudes.

Para obter um litro de azeite, são necessários cerca de dez quilos de azeitona. Além disso, o óleo deve ser extraído por métodos mecânicos e armazenado de forma cuidadosa para preservar seus nutrientes e propriedades sensoriais. Mas, no mercado, produtos fraudulentos muitas vezes chegam às prateleiras, misturados com outros óleos vegetais de baixa qualidade.

Em outubro, o Ministério da Agricultura identificou irregularidades em doze marcas, seis delas com todos os lotes reprovados. Essa descoberta alerta os consumidores sobre a importância de ler rótulos e preferir produtos com certificações.

Além das fraudes, o modo de consumo e armazenamento também é essencial para garantir que o azeite mantenha seus benefícios. Especialistas recomendam o uso de embalagens escuras e um consumo rápido após a abertura da garrafa, de preferência dentro de 30 dias, para evitar a oxidação que prejudica seu sabor e valor nutricional.

Embora seja famoso na finalização de pratos como saladas e massas, o azeite também pode ser utilizado em sobremesas e até no café da manhã. Ana Belotto, especialista no tema, sugere trocar a manteiga por azeite em pães e torradas, aproveitando a riqueza de compostos antioxidantes que ajudam na saúde cardiovascular.

Entretanto, nem sempre é vantajoso usar azeite extravirgem em altas temperaturas. Acima de 180°C, ele perde parte de suas propriedades. Para preparos como frituras, alternativas como óleo de coco e abacate são opções mais adequadas.

Apesar de seu preço elevado, uma garrafa de azeite pode ser bastante durável. Segundo Marcelo Scofano, azeitólogo, é ideal ter dois tipos de azeite em casa: um mais suave para pratos leves e outro mais intenso para receitas mais condimentadas. A dica é armazená-lo longe de fontes de luz e calor, mantendo seu frescor por mais tempo.

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