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Aumento no endividamento das famílias: Banco Central revela dados recentes

Impacto do programa Desenrola ajuda na renegociação de R$53 bilhões

Impacto do programa Desenrola ajuda na renegociação de R$53 bilhões - Imagem: Reprodução / Pixabay

Gabriela Thier Publicado em 27/01/2025, às 16h55

Recentemente, o Banco Central do Brasil anunciou um leve aumento no endividamento das famílias junto a instituições financeiras, passando de 48,1% em outubro para 48,2% em novembro. Este índice, embora significativo, ainda está abaixo do recorde histórico de 49,9%, registrado em julho de 2022.

Quando analisadas apenas as dívidas que não envolvem imóveis, a taxa de endividamento também apresentou uma pequena elevação, subindo de 30,1% para 30,2% entre os meses mencionados.

O programa Desenrola, que foi encerrado em maio de 2024, desempenhou um papel crucial na reestruturação das dívidas dos brasileiros. Ao longo de sua vigência, a iniciativa possibilitou a renegociação de um total de R$53,07 bilhões, refletindo seu impacto positivo na economia das famílias.

Além disso, o programa contribuiu para uma diminuição de 8,7% na inadimplência entre os cidadãos de baixa renda. Dos 15,06 milhões de beneficiários do programa, aproximadamente 5 milhões eram desse grupo e conseguiram renegociar cerca de R$25,43 bilhões.

No que diz respeito ao comprometimento da renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional, essa taxa se manteve inalterada em 26,3% entre outubro e novembro. No entanto, quando as dívidas relacionadas a imóveis são excluídas da análise, esse comprometimento reduz-se para 24,2%.

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