Anac autoriza duas novas companhias aéreas internacionais a operar no Brasil

Empresas da Espanha e da Nigéria recebem autorização para atuar no mercado brasileiro e ampliam a concorrência no setor aéreo internacional em um momento de busca por mais opções de voos e redução de custos para passageiros.

A autorização da Anac permite que a Wamos Air e a Air Peace avancem nos planos para operar voos internacionais com origem ou destino no Brasil - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 22/06/2026, às 23h30

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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou a entrada de duas novas companhias aéreas internacionais no mercado brasileiro. A decisão, publicada nesta segunda-feira (22), permite que a espanhola Wamos Air e a nigeriana Air Peace passem a operar serviços aéreos internacionais no país, ampliando a oferta de empresas autorizadas a atuar em território nacional.

As autorizações foram concedidas por meio de portarias publicadas pela agência reguladora e representam mais um passo na estratégia de ampliação da conectividade internacional do Brasil. Segundo a Anac, as duas empresas cumpriram as exigências legais e regulatórias necessárias para obter autorização de funcionamento no país.

A Wamos Air é uma companhia aérea espanhola especializada em voos internacionais de longa distância e operações de fretamento. A empresa possui experiência em rotas entre Europa, América e Caribe, além de atuar em contratos de transporte para outras companhias aéreas. A autorização abre caminho para futuras operações ligando o Brasil a mercados internacionais estratégicos.

Já a Air Peace é considerada a maior companhia aérea da Nigéria e uma das principais empresas do continente africano. A empresa opera dezenas de destinos domésticos e internacionais e vem expandindo sua presença global nos últimos anos. Com a autorização da Anac, a companhia poderá avaliar oportunidades de conexão entre o Brasil, a África e outros mercados internacionais.

Apesar da autorização, isso não significa que os voos começarão imediatamente. Antes do início das operações comerciais, as empresas ainda precisam cumprir etapas operacionais, comerciais e logísticas, incluindo definição de rotas, acordos aeroportuários, cronogramas e obtenção de demais certificações exigidas para cada operação específica.

A decisão ocorre em um momento em que o setor aéreo brasileiro busca aumentar a concorrência e ampliar a oferta de voos internacionais. Nos últimos anos, autoridades do setor têm defendido a entrada de novas empresas como forma de estimular o mercado, aumentar a conectividade e criar condições para tarifas mais competitivas.

Especialistas apontam que a chegada de novas empresas tende a gerar impactos positivos para passageiros e para o turismo. O aumento da concorrência pode ampliar a disponibilidade de assentos, criar novas opções de rotas e fortalecer a ligação do Brasil com mercados ainda pouco explorados, especialmente na África e na Europa.

A entrada das duas companhias reforça ainda o interesse crescente de operadores internacionais pelo mercado brasileiro, considerado um dos maiores da América Latina e com forte potencial de expansão tanto no turismo quanto nas viagens corporativas.

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