Com receita líquida de R$ 4,3 bilhões, a Americanas viu queda de 4,5% em relação ao ano anterior
William Oliveira Publicado em 27/03/2025, às 10h15
A varejista Americanas, em recuperação judicial, registrou resultados financeiros negativos no último trimestre de 2024, conforme divulgado na noite de quarta-feira (26).
Entre outubro e dezembro de 2024, a empresa registrou um prejuízo líquido de R$ 586 milhões, revertendo o lucro de R$ 2,56 bilhões obtido no mesmo período de 2023. O EBITDA ajustado da companhia ficou em R$ 180 milhões, apresentando uma recuperação em relação ao EBITDA negativo de R$ 1,18 bilhão no quarto trimestre de 2023. A receita líquida consolidada foi de R$ 4,3 bilhões, representando uma queda de 4,5% em relação ao ano anterior. No total acumulado de 2024, a receita líquida somou R$ 14,3 bilhões, com uma diminuição de 2,8% em relação a 2023.
Crise contábil
Em 11 de janeiro de 2023, a Americanas revelou "inconsistências contábeis" em seus balanços financeiros, com um rombo estimado em cerca de R$ 20 bilhões, iniciando o colapso da empresa. O incidente, considerado um dos maiores escândalos corporativos do Brasil, gerou uma crise que a companhia ainda tenta superar após mais de dois anos.
Ações legais
Em 11 de março de 2025, a Americanas iniciou um procedimento arbitral contra quatro ex-diretores, responsabilizando-os pela fraude contábil que causou prejuízo de R$ 25,2 bilhões. Os ex-executivos Miguel Gutierrez, Anna Saicali, José Thimoteo Barros e Marcio Cruz estão sendo processados. A ação foi aprovada pelos acionistas durante uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) em dezembro de 2024. A empresa reforçou seu compromisso com a elucidação dos fatos e com a responsabilização civil e criminal dos envolvidos.