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Abel, sobre pichações da torcida do Palmeiras: “Quando o técnico for o problema, nós resolvemos”

Redação SP

Publicado

em

Abel, sobre pichações da torcida do Palmeiras: "Quando o técnico for o problema, nós resolvemos"

Treinador lamenta protesto de torcedores e cobra posição do clube sobre calendário

Após o empate por 0 a 0 com o Botafogo, em Ribeirão Preto, pelo Paulistão, o técnico Abel Ferreira falou sobre os protestos de torcedores do Palmeiras, que picharam os muros do Allianz Parque na última sexta, depois da derrota para o São Paulo.

Em tom duro, o treinador sugeriu que deixará o Palmeiras se entender que é um problema para o clube.

– Quando olhamos para o copo meio cheio… Quero deixar um aviso para toda a gente: quando eu for o problema do clube, eu deixo de ser o problema do clube. Da mesma maneira que decidi em um dia vir para cá, quando o treinador for o problema do clube, nós resolvemos – disse.

Abel Ferreira em Botafogo-SP x Palmeiras — Foto: Cesar Greco/Palmeiras

Abel Ferreira em Botafogo-SP x Palmeiras — Foto: Cesar Greco/Palmeiras

Abel também lamentou o episódio e pediu que os torcedores valorizem o que o atual grupo do Palmeiras conquistou sob seu comando.

– Prefiro valorizar todo o apoio que tivemos hoje. As pessoas têm pouca memória. Mas eu gosto de futebol, é disso que vivo. As pessoas valorizam a parte negativa. Não tem problema nenhum. Podem pintar o que quiserem, xingar o que quiserem, a gente vai lá no outro dia e pinta, lava, coloca verde outra vez – falou.

– Eu só quero que aqueles torcedores que escrevem o que quiserem, se lembrem um pouco do trajeto que esses jogadores e esse técnico fizeram. Temos de pensar todos muito bem, o presidente, os jogadores, o treinador, que somos um. Se somos um só quando ganhamos, então temos de repensar o nosso lema. Ou somos todos um ou então não estou aqui a fazer nada, se pensarmos assim, não estou aqui a fazer nada.

Abel Ferreira também evitou novamente criticar o calendário pela sequência de jogos. Não visão dele, alguém da diretoria tem de se pronunciar sobre a situação.

– Sempre sou eu a dar a cara sobre isso. Não sou eu que decido, que organizo. Sou o treinador. Não vou mais falar sobre questões políticas, sobre essas questões alguém do clube tem que dar a cara, pois eu não vou falar mais sobre essas questões.

Melhores momentos: Botafogo-SP 0 x 0 Palmeiras pela 6ª rodada do Campeonato Paulista

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Confira outras respostas de Abel na coletiva:

Jogar com três zagueiros

 

– Todos sistemas têm vantagens e desvantagens, podem ser muito ofensivos ou não. São sistemas em que gosto de jogar. Quando o Palmeiras me contratou, eu jogava com três centrais, mas com jogadores muito agressivos por fora a carregar. Hoje a ideia era que o Vanderlan fosse o agressivo a carregar por fora, o Renan também. Não coloquei o Kuscevic pelo lado direito por ter sido o único que se lesionou. Os garotos se portaram bem, eles tentaram dar o melhor. Todos foram bem, querem aproveitar a chance. Garcia foi bem, Fabinho entrou de novo e mostrou que tem muita personalidade, muito caráter. Esteves é um jogador de corredor e hoje teve de jogar com o Fabinho por dentro. Newton entrou, Giovani estreou, Papagaio teve a chance… Nosso lema é fazer o melhor com o que temos, e eles se portaram muito bem.

Banco com poucos jogadores

 

– Temos muitos lesionados fora, temos Veron, Wesley tem pubalgia, temos o Menino… Hoje o único que jogou há dois dias se machucou (Kuscevic). Não trouxe com medo de se lesionar. E o único que jogou há dois dias se lesionou. Eu só quero que o treinador não se lesione, quero sobreviver a estes 14 dias sem me lesionar, isso que eu quero (risos).

Paulistão é só laboratório?

 

– O clube pensa em títulos, o presidente, os torcedores também, mas ninguém pensa em títulos mais do que eu aqui. Não vou abrir mão de nada, sou mão de vaca. Falem o que quiserem. Eu não atravessei o Atlântico para vir aqui passar férias. Quando eu sentir que estou aqui a passar férias, atravesso o Atlântico para o outro lado. Sei muito bem o que quero, sei muito bem por que atravessei o Atlântico, o que estou aqui a fazer, portanto, não abro mão de nada, sou mão de vaca. Não há ninguém dentro do clube que quer ganhar mais do que eu. Podem querer igual a mim, mais do que eu, não há ninguém que quer ganhar.

Utilização dos garotos da base

 

– Estamos a trabalhar com 13 jogadores no profissional. O Palmeiras tem um dos maiores orçamentos. Não sei se é o Patrick que ganha muito, o Menino, ou o Garcia, o Vinicius… Vocês sabem qual é o futuro do clube, é por aí que nós vamos. Gostando ou não, essa é a identidade do clube. Os garotos estão se portando bem, temos dado oportunidade a todos. Patrick, Danilo, não são contratados, são criados por nós. Recebem pouco e produzem muito. É isso que queremos. Eles têm produzido. Foi uma aposta do passado e vai continuar a ser. Temos de olhar para baixo, é ali que temos de buscar reforços, na base.

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Fonte: GE – Globo Esporte.

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