A pesquisa destaca a importância da IA na educação, especialmente para estudantes de classes sociais mais baixas

Gabriela Nogueira Publicado em 11/09/2025, às 19h05
Uma nova pesquisa realizada pela plataforma Emy Education destaca como a Inteligência Artificial (IA) tem se tornado uma aliada significativa para estudantes brasileiros, especialmente durante períodos de alta demanda acadêmica, como provas e entregas de projetos. Segundo o levantamento, 90% dos jovens entrevistados afirmaram que a IA contribuiu para a diminuição do estresse em momentos críticos de estudo.
José Messias Jr., CEO e fundador da Emy, comentou sobre os resultados: "Nos últimos seis meses, quase 96% dos nossos participantes utilizaram ferramentas de inteligência artificial para adquirir novos conhecimentos".
Um dos pontos centrais da pesquisa indagou sobre o papel que a IA deveria desempenhar na educação dos jovens. Os resultados revelaram que 86,8% dos respondentes consideram que a IA deve servir como uma ferramenta de apoio e proporcionar respostas rápidas. Além disso, as expectativas em relação à IA incluem funções como um mentor personalizado e a automação de tarefas repetitivas.
No entanto, quando questionados sobre as barreiras que os impedem de utilizar a IA com mais frequência, cerca de 60% expressaram receio quanto à possibilidade de receber respostas imprecisas ou distorcidas. Outros 35% indicaram que a falta de contextualização e personalização nas respostas é um fator limitante.
A pesquisa foi conduzida entre março e agosto deste ano e abrangeu ao menos um período intenso de atividades acadêmicas, correspondendo ao final do primeiro semestre letivo. Mais de 500 jovens com idades entre 16 e 24 anos foram ouvidos individualmente, sendo a maioria estudantes de nível médio e superior. Entre os alunos do ensino médio, predominam aqueles oriundos da rede pública, enquanto quase 85% dos universitários estão matriculados em instituições privadas.
Adicionalmente, o levantamento apontou que aproximadamente 32% dos entrevistados pertencem a famílias cuja renda mensal é inferior a R$ 3.500, categorizando-se na classe D segundo o IBGE. Aqueles com renda familiar até R$ 8.000 representaram 31,4%. Por outro lado, o grupo de alta renda, com rendimento superior a R$ 25 mil por mês, teve uma participação mínima na pesquisa, somando apenas 1,6% das respostas.
Messias Jr. concluiu destacando a importância desses dados: "Nossa pesquisa traz à tona uma dimensão ainda pouco explorada no debate público sobre educação. Os jovens nativos digitais estão conseguindo integrar a IA em seus estudos sem desconsiderar o papel dos professores ou outras fontes de informação".
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