A viúva do corretor Leandro Rodrigues da Matta, morto por um tiro disparado por um PM quando entregava uma cesta básica a um amigo, entregou uma carta

Redação Publicado em 24/06/2020, às 00h00 - Atualizado às 10h48
A viúva do corretor Leandro Rodrigues da Matta, morto por um tiro disparado por um PM quando entregava uma cesta básica a um amigo, entregou uma carta agradecendo a policiais da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) pela investigação do crime. O inquérito da especializada concluiu que a vítima não disparou, e o PM Bruno Bahia do Espírito Santo foi indiciado pelo homicídio.
“Posso falar e mostrar para meu filho e filha que não só existem policiais que agem de forma errada, mas também policiais dignos de honrar seus distintivos, exercendo com humanidade e responsabilidade o seu papel que é proteger a sociedade”, escreveu Ana Paula da Matta na carta.
O crime aconteceu no dia 28 de abril, em Cordovil, na Zona Norte do Rio. Leandro, de 40 anos, tinha saído de casa para entregar uma cesta básica a um amigo que estava passando por dificuldades durante a pandemia de coronavírus.
O policial indiciado pelo homicídio estava em deslocamento, numa viatura, na Rua Barão de Melgaço, em direção à Rua Comandante Coelho, quando se depararam com o carro da vítima na contramão. Bruno Bahia desembarcou da viatura e disparou contra o veículo. Na ocasião, os PMs registraram o caso como morte por intervenção de agente do estado, alegando que reagiram a disparos realizados de dentro do veículo da vítima que, após ordem de parar, colidiu com um muro.
Houve contradição nos depoimentos apresentados pelos agentes. No primeiro depoimento à polícia, o PM Bruno disse que o motorista não obedeceu à ordem de parar e, então, um dos ocupantes desceu do veículo e atirou contra a viatura. Após o caso passar a ser investigado pela DHC, o PM prestou um novo depoimento e entrou em contradição. Ele disse que um dos bandidos atirou de dentro do carro contra a viatura, enquanto o motorista tentava fugir. Bruno alegou ainda que fez um único disparo com seu fuzil, para se defender.
O fuzil do PM Bruno foi apreendido e encaminhado para a perícia. O laudo cadavérico do IML apontou que Leandro morreu com dois fragmentos de bala no pescoço. Após quase dois meses de investigações, análise de imagens de câmeras de segurança local, perícias e depoimentos, a DHC indiciou o PM.
Leia também

Dom Rafael perde direitos dinásticos após anunciar casamento

O fim da Ordem Mundial: 2026 e o retorno do "cada um por si"

Quase 900 cobras escapam de criadouro durante enchentes no sul da China

Messi fica fora de treino antes da semifinal da Copa do Mundo

Polícia Civil desmonta esquema com mais de 100 empresas de fachada e prende suspeito em São Paulo

Professor é espancado em estação da Linha 5-Lilás e diz ter sido alvo de homofobia

Espanha supera França, bate recorde de invencibilidade e garante vaga na final da Copa

Flávio Dino cobra explicações do Congresso e amplia investigação sobre emendas parlamentares

Lula sanciona lei que torna obrigatória educação política e cidadania nas escolas

França celebra a Bastilha, mas enfrenta uma batalha pela própria identidade