Os tiros que mataram o miliciano Adriano da Nóbrega foram disparados com fuzis a uma distância de pelo menos 1,5 metro, apontam laudos do Instituto Médico

Redação Publicado em 15/02/2020, às 00h00 - Atualizado às 16h08
Os tiros que mataram o miliciano Adriano da Nóbrega foram disparados com fuzis a uma distância de pelo menos 1,5 metro, apontam laudos do Instituto Médico Legal (IML) de Alagoinhas, município que fica a 135 km de Salvador. De acordo com as análises feitas no corpo, o capitão, que também era ex-Bope e comandava a milícia Escritório do Crime , chegou à cidade com os dois pulmões destruídos e o coração dilacerado. As informações são do jornal O Estado de São Paulo .
O médico responsável pela autópsia do corpo, Alexandre Silva, falou pela primeira vez após a morte de Nóbrega e deu mais detalhes sobre o estado em que ele ficou.
“Eram dois disparos de arma de fogo. Teve um primeiro, que passou por baixo do peito, saiu rasgando o pescoço, e entrou na submandibular. Eu encontrei o projétil na região do pescoço. O segundo foi na região da clavícula. Esse aqui entrou e saiu nas escápulas. Essas foram as lesões provocadas por armas de fogo”, disse o perito em entrevista coletiva nesta sexta-feira (14).
Também participaram da coletiva o diretor do IML, Mário Câmara, e Elson Jefferson Neves da Silva, diretor geral do Departamento de Polícia Técnica (DPT) da Bahia.
Apesar da divulgação dos resultados, ainda não foi possível determinar o calibre das armas, mas laudos iniciais que foram divulgados Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) mostram que Nóbrega teve seis costelas quebradas.
Os médicos ainda não sabem quanto tempo o miliciano sobreviveu depois dos disparo, mas eles acrdeitam que não passou de 10 a 15 minutos.
IG
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