O presidente Jair Bolsonaro admitiu a possibilidade de formar uma chapa com o ministro da Justiça, Sergio Moro, para tentar a reeleição em 2022. Duas semanas

Redação Publicado em 20/12/2019, às 00h00 - Atualizado às 12h47
O presidente Jair Bolsonaro admitiu a possibilidade de formar uma chapa com o ministro da Justiça, Sergio Moro, para tentar a reeleição em 2022. Duas semanas depois de afirmar que “por enquanto estava casado, sem amante” com seu vice, general Hamilton Mourão, Bolsonaro disse, em entrevista à revista Veja , que a confirmação da parceria para as próximas eleições vai depender do ex-juiz. “Tem de ver se ele quer”.
“Nós somos Zero Um e Zero Dois. Tem de ver se ele quer. Nunca entrei em detalhes com ele sobre esse assunto. Mas seria uma chapa imbatível”, afirma. Para Bolsonaro , no entanto, é cedo demais para discutir o assunto e poderia “causar ciúme”.
“Você daria um sinal de que não está satisfeito com o Mourão, e da minha parte está tudo tranquilo com o Mourão. O Moro não tinha uma vivência política. A cabeça dele enquanto juiz pensava assim: ‘Se eu fosse presidente, faria isso’. Agora ele conhece a realidade”, completa.
À Veja , Bolsonaro afirmou que tem Wilson Witzel como seu principal inimigo. De acordo com ele, o governador do Rio usa a Polícia Civil para tentar envolver ele e seus filhos no crime organizado.
“O governador botou na cabeça que vai ser presidente e tem de me destruir. Depois da história do porteiro e das buscas na casa da minha ex-mulher, ele está preparando uma nova armação. Já sei que eles pegaram dois milicianos, sei lá quem, conversando e a Polícia Civil gravando. Tem vários diálogos falando que no passado eu participava das milícias, pegava dinheiro, e agora, presidente, não participo mais, papo de vagabundo”, afirmou.
Bolsonaro disse que recebe qualquer governador, menos Witzel. “Recebo qualquer um dos governadores na hora que eles quiserem. O Witzel não. Se ele quiser falar comigo, vai ter de protocolar o pedido de audiência e dizer antes qual é o assunto”.
O presidente levantou suspeitas de ter sido traído por pessoas próximas a ele durante o processo eleitoral e não descartou a hipótese de uma conspiração no atentado sofrido em Juiz de Fora na campanha.
“O meu sentimento é que esse atentado teve a mão de 70% da esquerda, 20% de quem estava do meu lado e 10% de outros interesses. Tinha uma pessoa do meu lado que queria ser vice. O cara detonava todas as pessoas com quem eu conversava. Liguei para convidar o Mourão às 5 da manhã do dia em que terminava o prazo de inscrição. Se ele não tivesse atendido, o vice seria essa pessoa. Depois disso, eu passei a valer alguns milhões deitado”, diz, sem indicar quem teria sido esse “aliado”.
No Palácio do Alvorada desde o início do ano, ele revela na entrevista que dorme poucas horas e sempre com uma pistola carregada por perto. “E ainda tem outras arminhas que ficam guardadas por aí. A gente contraria o interesse de muita gente”, afirma.
iG
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