Em meio a um cenário no qual 78% das universidades federais já aprovaram resoluções para retomar atividades pelo ensino remoto, reitores dessas instituições

Redação Publicado em 20/08/2020, às 00h00 - Atualizado às 18h25
Em meio a um cenário no qual 78% das universidades federais já aprovaram resoluções para retomar atividades pelo ensino remoto, reitores dessas instituições afirmam que o programa do Ministério da Educação (MEC) para fornecer acesso à internet para os estudantes é “insuficiente”.
O presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Edward Brasil, afirmou nesta quinta-feira que a iniciativa é positiva, mas não resolve o problema das federais.
O MEC detalhou nesta semana que fornecerá internet para cerca de 400 mil estudantes da rede federal de ensino, incluindo universidades, institutos e colégios Pedro II. Serão atendidos prioritariamente alunos com renda familiar mensal de até meio salário mínimo. No entanto, há hoje na rede 905.791 estudantes em vulnerabilidade, ou seja, com renda familiar de até 1,5 salário mínimo.
“O auxílio (do MEC) não é suficiente, ele se propôs a atender aquela faixa de estudantes com renda per capita até meio salário mínimo. A gente sabe que a faixa de renda acima dessa também foi muito afetada. As universdiades terão que fazer esforço extra para viabilizar a conectividade. Nós também estamos com nosso orçamento muito estrangulado”, explicou Brasi.
“(O auxílio do MEC) não seria suficiente para atender todos estudantes também no que diz respeito a fornecer equipamentos. Vemos o programa como positivo e importante, apesar de ter consciência de que não resolverá todos nossos problemas”.
Atualmente, 54 das 69 universidades já aprovaram resoluções para retomada de aulas presenciais e estão implementando essa medida. A expectativa da Andifes é que até setembro 100% das universidades tenham retornado às atividades de maneira remota.
A organização está produzindo um relatório para orientar as instituições tanto na retomada via ensino a distância quanto em uma possível volta às aulas presenciais.
“Nos próximos dias teremos esse relatório disponibilizado. Nele trazemos o panorama das universidades, a recomendações do ponto de vista de biossegurança. Constam todas as providências e sugestões para que as universidade sigam sobre como esse quadrimestre emergencial deve ser conduzido. Outro item desse relatório traz informações de preparação e planejamento de possível retorno presencial”, explicou a reitora Joana Angélica Guimarães, que faz parte da Executiva da Andifes.
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IG
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