O professor que atirou e matou um dos vizinhos em abril de 2012, em General Salgado (SP), foi inocentado a partir da divulgação da sentença que confirmou que

Redação Publicado em 30/01/2018, às 00h00 - Atualizado às 10h43
O professor que atirou e matou um dos vizinhos em abril de 2012, em General Salgado (SP), foi inocentado a partir da divulgação da sentença que confirmou que João Tadeu Arruda agiu em legítima defesa.
No documento consta que os disparos foram feitos depois que o professor foi ameaçado por um grupo de moradores vizinho.
Em entrevista ao G1, nesta segunda-feira (29), o advogado de defesa do professor, Carlos José Reis de Almeida, informou que o laudo da reconstituição feito pela Polícia Civil apontou que mais de 20 pessoas tentaram derrubar o portão da casa do professor. O G1 não conseguiu entrar em contato com a defesa das vítimas.
“Nada mais poderia o réu fazer, a não ser efetuar os disparos de arma de fogo, já que estava sozinho, sob ameaça de um grupo de pessoas armadas com facas e facões, embriagadas e fazendo arruaça, com iminência de invasão de sua casa”, diz um trecho da sentença.
Ainda segundo o documento divulgado em dezembro, o professor Arruda estava incomodado com o barulho e desavenças anteriores causadas pelo grupo de vizinhos quando, depois de discutirem, um aglomerado de pessoas tentou invadir a casa dele.
“A defesa sempre esteve segura quanto à situação do professor, porque desde o início as testemunhas deram informações seguras de que ele apenas reagiu à tentativa de invasão. Estávamos preparados, inclusive, para sustentar essa tese perante o Tribunal do Júri”, explica o advogado.
Armado com uma carabina, ele disparou três vezes contra José Raimundo Ferreira, que morreu na hora. Um rapaz de 19 anos foi baleado e teve ferimentos leves. Arruda confessou que atirou em legítima defesa.
Ainda conforme a sentença, o porte das duas armas de fogo permanece sob análise judicial. Os prazos de recurso já foram esgotados, por isso a decisão é definitiva, afirma o advogado do professor.
De acordo com o delegado Eugênio Dias do Vale, o professor já tinha feito outros boletins de ocorrência na polícia por perturbação por som alto. Em uma das ocorrências, um aparelho de som chegou até ser recolhido por policiais.
No entanto, no dia 1º de abril de 2012, o professor aposentado e arqueólogo teria se irritado com os vizinhos, que eram trabalhadores do corte de cana-de-açúcar. Irritado por não conseguir silêncio, o professor teria disparado cinco vezes com uma carabina contra os vizinhos, que tentaram invadir a casa.
Na época, os moradores de General Glicério ficaram assustados com o crime, já que o professor é conhecido por encontrar o fóssil de um réptil que teria vivido na região há 90 milhões de anos.
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