O presidente do PSL, Gustavo Bebianno, defendeu nesta quarta-feira (17) que o comando da Câmara dos Deputados seja negociado com outros partidos, inclusive

Redação Publicado em 17/10/2018, às 00h00 - Atualizado às 15h44
O presidente do PSL, Gustavo Bebianno, defendeu nesta quarta-feira (17) que o comando da Câmara dos Deputados seja negociado com outros partidos, inclusive com os do chamado “Centrão” – que reúne DEM, PP, PR, PRB e SD – menos com o PT, “que será isolado”, se Jair Bolsonaro ganhar a eleição.
Na avaliação de Bebianno, um dos mais próximos aliados de Bolsonaro, o comando da Casa nas mãos do PSL é “antiestratégico” e “concentração de poder inadequado”. Mesmo assim, ele disse que o partido de Bolsonaro tem o nome de Luciano Bivar para oferecer, mas defende o diálogo com outros partidos em nome da governabilidade.
“Estamos 100% dispostos a negociar a presidência da Câmara com partidos, tem muita gente boa. Ninguém pensa em um governo autoritário. Agora, nossa questão é com a extrema esquerda, com o PT, não tem papo”, afirmou.
Ele disse que o partido deve conversar com o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). “Do ponto de vista ideológico, o DEM tem mais a ver conosco. Após as eleições vamos tratar dessas negociações – e queremos unificar”, disse o presidente do PSL.
O blog publicou nesta segunda que Maia – apesar de negar oficialmente – já articula nos bastidores a sua recondução ao comando da Câmara.
O DEM faz parte do bloco chamado de “Centrão” – de partidos conhecidos como fisiológicos. Bebianno garante, no entanto, que as as conversas com essas legendas “obviamente serão dentro de novos parâmetros”.
“Não tem toma lá da cá. As raposas precisam colocar as barbas de molho, a Polícia Federal está aí, o Judiciário está aí”, disse.
Internamente na campanha de Bolsonaro, Bebianno é apontado como ministro da Justiça em um eventual governo do candidato do PSL.
Ele disse que Bolsonaro nunca tratou do assunto com ele, mas que se considera “preparado” para a tarefa.
“Comecei a trabalhar como voluntário. Eu nunca pedi nada. Jair nunca me ofereceu nada e nunca tivemos essa conversa. É uma dedução por eu ser advogado. Se acontecer, quem não gosta de ser lembrado?Tenho noção da responsabilidade. Me considero preparado”, afirmou.
Sobre o uso pela propaganda do PT de declarações de Bolsonaro, quando jovem, dizendo-se favorável à tortura, Bebianno defendeu o aliado:
“O programa deles é ridículo. Ele tava na juventude, falou coisas exaltadas. Quem nunca se exaltou? Depois foi ficando mais velho, forja a personalidade, amadurece, traz cabelos brancos. Se ele for eleito, líder, um estadista”, concluiu.
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