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Prefeito de Catanduva decreta estado de calamidade financeira

O prefeito de Catanduva, Afonso Macchione, decretou neste sábado (14) estado de calamidade financeira para conseguir renegociar uma dívida milionária que

Prefeito de Catanduva decreta estado de calamidade financeira
Prefeito de Catanduva decreta estado de calamidade financeira

Redação Publicado em 15/01/2017, às 00h00 - Atualizado às 09h30


Segundo prefeito, cidade tem pelo menos R$ 60 milhões em dívidas.
Prefeitura fez o decreto pelo Diário Oficial do município.

O prefeito de Catanduva, Afonso Macchione, decretou neste sábado (14) estado de calamidade financeira para conseguir renegociar uma dívida milionária que teria sido deixada pela administração anterior. Tudo foi publicado em um edição extra on-line do Diário Oficial do município.

O ex-prefeito de Catanduva Geraldo Vinholi não foi encontrado  para falar sobre o assunto.

Durante essa semana ao fazer o levantamento das contas públicas, o novo prefeito diz que foi surpreendido com um rombo milionário nos cofres do município: a cidade tem pelo menos R$ 60 milhões em dívidas.

O Diário Oficial apresenta todas as despesas que ainda precisam ser pagas. No total são 126 páginas com notas de fornecedores que esperam receber pelos mais diversos serviços.

Prefeito de Catanduva, Afonso Macchione (Foto: Reprodução/ TV TEM)

Prefeito de Catanduva, Afonso Macchione (Foto: Reprodução/ TV TEM)

A dívida com o fundo de previdência do município passa dos R$ 19 milhões. A prefeitura também vai precisar negociar com a empresa responsável pelo serviço de limpeza da cidade. Até dezembro de 2016 a empresa deveria ter recebido R$ 4 milhões.

Foi por causa dessas dívidas que o prefeito decretou estado de calamidade financeira. Já que a ordem a partir de agora é cortar gastos foi criado um gabinete de crise que vai definir as prioridades do município. “Cortamos horas extras, diminuímos a assessoria, estamos com apenas 17 pessoas que não eram funcionários públicos, estamos com três secretários”, afirma o prefeito.

O decreto tem duração de 180 dias e pode ainda ser prorrogado. Ele foi criado para justificar o atraso nos pagamentos aos fornecedores. A contenção de gastos não deve atingir setores como saúde e educação, mas o prefeito pede a compreensão dos moradores durante este período. “O decreto nos permite de readequar a ordem de pagamentos. Temos um novo orçamento e precisamos adquirir produtos e serviços de necessidade. Contamos com o entendimento dos funcionários para tirar a cidade dessa situação de calamidade”, afirma.

Prefeito decretou estado de calamidade financeira (Foto: Reprodução/ TV TEM)

Prefeito decretou estado de calamidade financeira (Foto: Reprodução/ TV TEM)

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