A Polícia Civil investiga a explosão de uma casa no Complexo do Alemão , na Zona Norte do Rio, que deixou dois mortos e 11 feridos na noite desta terça-feira.

Redação Publicado em 02/01/2020, às 00h00 - Atualizado às 09h35
A Polícia Civil investiga a explosão de uma casa no Complexo do Alemão , na Zona Norte do Rio, que deixou dois mortos e 11 feridos na noite desta terça-feira. Há informações de que o imóvel seria usado como laboratório por traficantes. De acordo com a 22ª DP (Penha), estão sendo apuradas as circunstâncias da explosão. Diligências estão sendo realizadas para esclarecer o caso.
A casa onde ocorreu a explosão fica próxima da UPP Fazendinha. Bombeiros foram acionados às 22h. No entanto, a corporação atendeu apenas um homem morto e outros três que ficaram feridos, todos homens com aproximadamente 25 anos, sem identificação. Os feridos foram levados para os hospitais Getúlio Vargas, na Penha, e Salgado Filho, no Méier, além da UPA do Alemão.
Segundo a direção do Hospital Getúlio Vargas, quatro homens foram internados na unidade, três em estado grave: Wallace da Rocha Lourenço, Jânio Pereira da Costa e Clebio Serzedelo Morais de Abreu. Já Murilo Fernandes da Silva tem quadro de saúde estável. Para o Hospital Municipal Salgado Filho, foram levados quatro feridos , um deles morreu e os outros estão graves. Os outros feridos teriam sido socorridos por meios próprios para outras unidades de saúde.
Um dos mortos foi identificado como Fábio Daniel Diomedes Ferreira. Até o momento, o segundo morto ainda não foi identificado. Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) do Centro. A a Secretaria estadual de Polícia Militar informou apenas que equipes da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) foram acionadas para o local.
Parentes dos feridos que estavam no Hospital Getúlio Vargas negam o envolvimento dos jovens com o tráfico de drogas. Uma mãe, que não quis se identificar, disse que a família faria um churrasco em casa e que o filho estava indo buscar a churrasqueira quando recebeu uma ligação. “Meu filho disse que ia jogar bola. Não sei onde ele estava não é envolvido com nada”.
Uma outra mãe, que teve dois filhos feridos no Complexo do Alemão , nega a versão de que o local era um laboratório do tráfico. “Eles estavam num churrasco comemorando o ano novo”. Uma irmã de um dos rapazes também partiu para a defesa: “Meu irmão é trabalhador. Tem dois filhos pequenos. Tinha saído para jogar bola”.
iG
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