A Secretaria da Polícia Civil do Rio de Janeiro criou uma força-tarefa para combater o crime organizado na Baixada Fluminense e permitir uma “eleição livre”

Redação Publicado em 13/10/2020, às 00h00 - Atualizado às 09h52
A Secretaria da Polícia Civil do Rio de Janeiro criou uma força-tarefa para combater o crime organizado na Baixada Fluminense e permitir uma “eleição livre” na região. De acordo com o secretário da Polícia Civil, Allan Turnowski, o trabalho visa retirar as fontes de renda das milícias que atuam na região.

“O que a gente está fazendo com a força-tarefa é agregar a essa nova visão, delegacias especializadas que vão tratar do dinheiro da milícia. Vão combater a máfia das vans, construções irregulares”.
Segundo o secretário, a Baixada Fluminense foi a região do estado onde ocorreu a maior expansão da milícia nos últimos dez anos e a nomeação do delegado Giniton Lages para o Departamento-geral de Polícia da Baixada, ocorrida em meados de setembro, logo após Turnowski assumiro o cargo, corrobora com a intenção de combater o crime organizado na área.
“Traremos também a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas,especializada em combate ao crime organizado, e enviaremos à Delegacia de Homicídio dois novos delegados. Então a ideia dessa força tarefa é asfixiar a milícia e permitir uma eleição livre na Baixada Fluminense, com candidatos circulando livremente e o povo escolhendo seu candidato com voto livre”.
Somente este mês, dois candidatos a vereador em Nova Iguaçu foram assassinados. Mauro Miranda da Rocha (PTN) foi assassinado no dia 1º em uma padaria. No sábado (10), Domingos Barbosa Cabral (DEM), também foi morto a tiros no município.
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Agência Brasil
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