
Redação Publicado em 20/06/2022, às 00h00 - Atualizado às 16h22
A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (20) que Fernando Assumpção Borges assumirá o cargo de presidente interino da estatal, substituindo José Mauro Ferreira Coelho, que renunciou pela manhã.
Borges trabalha na estatal há quase 40 anos. Ele ficará na liderança da gestão até a eleição e posse do novo presidente da companhia, Caio Mario Paes de Andrade, secretário de Desburocratização do Ministério da Economia, indicado pelo governo de Jair Bolsonaro (PL).
Fernando Borges é graduado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em Minas Gerais, e possui MBA Executivo pelo Instituto COPPEAD de Administração, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele também participou do Programa de Gestão Avançada no Instituto Europeu de Administração de Empresas (Insead), em Paris, na França.
O executivo iniciou sua carreira na Petrobras em 1983. Até esta manhã, ele ocupava o cargo de diretor executivo de Exploração e Produção. Ao longo de sua trajetória na companhia, ele chefiou diversas funções da área, como Gerente Executivo de Libra e a Gerente Executivo de Relacionamento Externo.
Entre 2016 e março de 2020, Borges ocupou o cargo de Diretor no Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP). Também a partir de 2016, ele passou a atuar como Diretor da Associação Brasileira de Empresas de Exploração e Produção de Petróleo e Gás (ABEP), posição conquistada por indicação da direção da Petrobras na época.
A renúncia de José Mauro Coelho da presidência da Petrobras ocorreu após cerca de um mês de constante pressão do governo federal, em virtude da decisão da estatal de aumentar os preços dos combustíveis.
Coelho foi o terceiro executivo a deixar a presidência da Petrobras no governo de Jair Bolsonaro (PL). No Planalto, havia uma expectativa para que Coelho abandonasse o cargo no final de maio, quando o Ministério de Minas e Energia anunciou que seria realizada a terceira troca no comando da empresa.
A pasta havia feito anteriormente um alerta sobre o encarecimento da gasolina e do diesel, assim como de todos os componentes energéticos e essa situação afetaria a permanência de Coelho na liderança da estatal.
Por outro lado, os antecessores de Coelho na presidência da estatal, Roberto Castello Branco e o general Joaquim Silva e Luna, também renunciaram por causa da pressão de Bolsonaro sobre o preço dos combustíveis, que poderia impactar na sua reeleição à presidência da república.
A Petrobras segue a política de preços estabelecida em 2016 durante o governo de Michel Temer. Ela consiste na paridade internacional, ou seja, os preços dos combustíveis no Brasil variam de acordo com o preço do barril do petróleo no mercado global e a cotação do dólar.
No entanto, o governo de Bolsonaro esteve pressionando os últimos três presidentes estatais a conter a elevação dos preços dos combustíveis.
O Planalto espera que o nome de Caio Mario Paes de Andrade seja aprovado nesta terça-feira (21) pelo Comitê de Pessoas da Petrobras para a presidência da estatal.
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