A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (4) que aceitou o acordo proposto pelo ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra, para pôr fim à

Redação Publicado em 05/03/2020, às 00h00 - Atualizado às 12h40
A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (4) que aceitou o acordo proposto pelo ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra, para pôr fim à greve de petroleiros, que teve duração de 20 dias e foi motivada por demissões anunciadas pela estatal. Os funcionarios confirmaram terem aceitado a proposta.
O acordo aprovado pela Petrobras prevê pagamento de indenização maior para os demitidos na fábrica de fertilizantes Araucárias Nitrogenados S.A. (Ansa), no Paraná.
Em janeiro, a estatal anunciou que encerraria as atividades da fábrica, gerando demissão de 396 empregados da subsidiária da Petrobras, o que foi o principal motivo da greve dos petroleiros .
Segundo a Petrobras, a Ansa estava gerando prejuízo e, entre janeiro e setembro do ano passado, a conta no vermelho chegou a quase R$ 250 milhões. Para o final de 2020, as previsões indicam que o déficit pode superar R$ 400 milhões. A explicação da estatal é que o resíduo asfáltico, matéria-prima usada na fábric, está mais caro do que os produtos finais, que são amônia e ureia.
Os petroleiros cobravam solução para os 396 demitidos, criticavam o desmonte da empresa e apontavam para o risco de privatização da estatal, mas, no fim, acataram o acordo proposto pelo TST para aumentar a indenização paga.
A fábrica realmente será fechada e as demissões mantidas, mas os trabalhadores demitidos que se comprometerem a não acionar a Justiça poderão receber indenização que irá de R$ 110 mil a R$ 490 mil. Naturalmente, o valor varia de acordo com o tempo de serviço e o salário dos trabalhadores.
A oferta inicial da empresa, anunciada em janeiro, previa indenização entre R$ 50 mil a R$ 200 mil. Além da indenização maior, os demitidos terão direito a:
iG
Leia também

Explosão atinge empresa de produtos químicos em Itupeva e assusta moradores

Relembre a Lei Mariana Ferrer, criada após revolta com audiência do caso

Jaques Wagner virou o batom na cueca da campanha de Lula?

Mulher é sequestrada após assalto em salão de beleza na Vila Sônia, Zona Sul de São Paulo

O fim da Ordem Mundial: 2026 e o retorno do "cada um por si"

Avenida Paulista sedia nova edição da Marcha da Maconha em São Paulo

Netinho de Paula denuncia racismo sofrido pelo neto de 16 anos em colégio de SP

Homem descumpre medida protetiva e incendeia casa da ex-mulher em Votorantim

Ex-prefeito Paulo Serra desiste de disputar o governo de SP e mira o Congresso

El Niño deve amenizar o frio no inverno que começa neste domingo