Diário de São Paulo
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Manifestação

Avenida Paulista sedia nova edição da Marcha da Maconha em São Paulo

Manifestantes ocuparam a região central da capital em ato que defende a legalização da cannabis, a reparação histórica e a reforma da política nacional de drogas

A Polícia Militar monitorou o evento, que transcorreu pacificamente, reforçando a importância do debate sobre a política de drogas - Imagem: Reprodução/GABRIELA PEREIRA/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO
A Polícia Militar monitorou o evento, que transcorreu pacificamente, reforçando a importância do debate sobre a política de drogas - Imagem: Reprodução/GABRIELA PEREIRA/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

Letícia Sales Publicado em 21/06/2026, às 19h59


A Avenida Paulista, na região central de São Paulo, foi o palco da Marcha da Maconha na tarde deste domingo (21). A manifestação, que teve sua concentração inicial em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), tomou uma das principais artérias viárias da capital para dar voz a pautas ligadas à legalização, regulamentação econômica e mudanças profundas na atual legislação sobre substâncias entorpecentes no Brasil.

O ato coloriu a avenida com cartazes criativos, bandeiras temáticas e manifestantes que adotaram adereços e cabelos pintados de verde. Entre as cores nacionais e símbolos da planta, o público utilizou o espaço público para protestar de forma pacífica, com alguns participantes fazendo o uso aberto de cigarros de cannabis ao longo do trajeto.

O movimento chega à sua 18ª edição na capital paulista consolidando críticas ao modelo contemporâneo de combate ao tráfico. De acordo com os manifestantes e coordenadores do coletivo, a atual estratégia de repressão foca excessivamente no encarceramento em massa de moradores de periferias e da comunidade negra, ignorando o debate sobre dependência química sob a ótica correta do bem-estar social. A proposta defendida pelo grupo é que o consumo e o vício sejam gerenciados pelo Estado estritamente como uma pauta de saúde pública, e não de segurança armada.

Pautas sociais e participação política

A organização reforçou a identidade política da mobilização, classificando-a como um movimento antirracista e antifascista. Os eixos centrais discutidos nas ruas englobaram a urgência de uma "legalização popular", que garanta a justiça territorial, a equidade de gênero e a justa reparação econômica para as comunidades afetadas historicamente pela violência urbana. Além disso, o ato exigiu a facilitação do acesso público e democratizado a tratamentos médicos e remédios que utilizam o canabidiol e outros derivados da planta.

O trajeto transcorreu em clima de pacificidade. Durante a caminhada pela avenida, a marcha registrou um momento festivo com a presença do deputado estadual Eduardo Suplicy (PT), que aproveitou a ocasião e o engajamento do público para celebrar o seu aniversário de 85 anos.

A Polícia Militar de São Paulo esteve presente na região para monitorar o fluxo de pessoas e o trânsito no local. De acordo com o balanço oficial divulgado pela corporação, o protesto ocorreu de forma ordenada e terminou sem o registro de incidentes ou intercorrências.


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