
Redação Publicado em 02/07/2022, às 00h00 - Atualizado às 09h59
Já a algum tempo a sustentabilidade presente nos valores organizacionais tem, também, se traduzido nas atividades das empresas: seja na diminuição do uso de recursos naturais nos processos, nas ações que proporcionam menor impacto ambiental, revisitando modelos de negócios e criando novos. Sobre este último ponto temos observado o surgimento de startups verdes (cleantechs), ou seja, empresas baseadas em soluções inovadoras e sustentáveis.
Este modelo surge em meio a diversos desafios para o empreendedor: a necessidade de desenvolver novas capacidades organizacionais e gerenciais, o estabelecimento de políticas específicas, a necessidade de se atualizar constantemente com as regulamentações que surgem ou são alteradas, a necessidade de se equilibrar o desempenho econômico com o ambiental são alguns deles. De fato, competir neste ambiente não é tarefa fácil.
Neste sentido, um modelo de negócio verde deve possuir caraterísticas que considerem o processo evolutivo da inovação verde. Em sua fase inicial, tem-se a criação de um mercado, cuja expansão leva um certo tempo e conduz à transformação em mercado convencional. E isso depende do grau de escalabilidade das soluções comercializadas pela empresa.
O conhecido modelo Canvas pode incluir a sustentabilidade, ou seja, buscando nas parcerias, atividades, recursos, canais, relações e segmentos a perspectiva ambiental, além de considerar nos custos e receitas, os impactos e benefícios ambientais, respectivamente.
Exemplos destas startups são empresas que desenvolvem embalagens ecológicas, sistemas de consumo colaborativo, energia sustentável, gerenciamento de resíduos e mesmo aquelas ligadas à agricultura de precisão.
Apesar de menos presentes no Brasil em comparação com outros países, os negócios verdes vêm ganhando espaço e atraído o interesse dos empreendedores nacionais. É mais um argumento para que políticas públicas voltadas para o incentivo destes negócios estejam cada vez mais presentes na agenda governamental.
![]() | Leonardo Augusto de Campos Mestre em Gestão e Tecnologia em Sistemas Produtivos pelo Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (CEETPS). Especialista em Administração Industrial pela Universidade de São Paulo (USP). Engenheiro Mecânico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atua há mais de vinte anos como gestor industrial e de qualidade e processos em empresas nacionais e multinacionais de diversos setores. Atuou como professor em cursos de graduação em universidade privada e como professor colaborador do curso de Pós-Graduação da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). Pesquisa nas áreas de Estratégias Empresariais, Inovações Sustentáveis e de Energias Renováveis. |
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