10 mulheres foram presas nesta sexta-feira acusadas de participação em ala feminina de facção criminosa na Região Norte. A Polícia Federal ainda faz buscas

Redação Publicado em 08/02/2020, às 00h00 - Atualizado às 11h23
10 mulheres foram presas nesta sexta-feira acusadas de participação em ala feminina de facção criminosa na Região Norte. A Polícia Federal ainda faz buscas para cumprir outros quatro mandados de prisão preventiva.
A Operação Lâmpades foi realizada nesta sexta-feira, com mandados expedidos para Boa Vista, Roraima; São Paulo, na capital e em Guarulhos; e em Tauaracá, no Acre.
As investigações apontaram que a facção acreditava que mulheres estão menos expostas e correm menos riscos de serem presas. Por esse motivo, passaram a receber papéis de maior relevância dentro da organização.
De acordo com a polícia, a ala feminina atua em áreas tidas como estratégicas, como o controle e guarda de drogas e armas de fogo e facilitando o relacionamento entre criminosos de dentro do sistema prisional com os de fora.
As investigações também apontaram para o envolvimento dessas mulheres em crimes violentos, entre eles, os “tribunais do crime” – método de “julgamento”, no qual os criminosos são os juízes e os “condenados” pela facção podem ser submetidos a tortura e morte.
Uma das suspeitas recebia dinheiro e tinha o curso de Direito pago pela facção. Em contrapartida, ajudava na comunicação de criminosos de dentro e fora dos presídios e defendia interesses do grupo junto a entes públicos.
O comando para a ala feminina da facção na Região Norte partiria de São Paulo. Duas mulheres que estão foragidas por crimes como roubo e tráfico de drogas atuariam como coordenadoras das demais.
O nome da Operação faz referência à mitologia grega. Lâmpades são ninfas – espíritos femininos que habitam o reino dos mortos, vagando pelo submundo.
AGENCIA BRASIL
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