O marqueteiro Marcos Aurélio Carvalho, sócio-propietário da AM4 Brasil Inteligência Digital, sugeriu nesta quarta-feira (4) em depoimento à CPI das Fake News

Redação Publicado em 05/03/2020, às 00h00 - Atualizado às 07h17
O marqueteiro Marcos Aurélio Carvalho, sócio-propietário da AM4 Brasil Inteligência Digital, sugeriu nesta quarta-feira (4) em depoimento à CPI das Fake News que a Yacows , empresa terceirizada contratada para fazer disparos de mensagens em massa nas eleições de 2018 , apagou os registros da campanha do presidente Jair Bolsonaro. As informações foram retiradas do iG.
Carvalho, que também é amigo do ex-secretário geral da Presidência Gustavo Bebianno, fez parte da equipe de transição de Bolsonaro após eles vencer as eleições presidenciais, mas saiu antes que ele tomasse posse. Ele foi exonerado após ser alvo de críticas de um dos filhos do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ).
Segundo prestação de contas à Justiça Eleitoral, a AM4 recebeu R$ 650 mil pelos serviços prestados à campanha de Bolsonaro.
Um dos gastos da AM4 durante a prestação desses serviços foi com a contratação de uma plataforma da Yacows chamada Bulk Services. O recurso foi utilizado para fazer disparos de mensagens em massa pelo WhatsApp para Bolsonaro.
Em outubro de 2018, no entanto, Carvalho afirma que a Yacows apagou os registros de envios dessas mensagens. A prática de envio de mensagens em massa é considerada proibidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo reportagem, a Yacows e pelo menos mais três empresas foram contratadas para enviar mensagens contra o PT. O conteúdo das mensagens era apócrifo à campanha do candidato petista Fernando Haddad. Em seu depoimento, o dono da AM4 disse que essas informações estão corretas.
Ainda de acordo com Carvalho, Lindolfo Alves Neto, um dos sócios da Yacows, poderia ter uma cópia do material em backup. Durante sua audiência em fevereiro, no entanto, Lindolfo disse que não conhece quem apagou as mensagens.
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