As mães das duas meninas de 3 anos que moravam na mesma região e estão desaparecidas desde o mês passado reconheceram as roupas das filhas nas crianças

Redação Publicado em 13/10/2017, às 00h00 - Atualizado às 14h06
As mães das duas meninas de 3 anos que moravam na mesma região e estão desaparecidas desde o mês passado reconheceram as roupas das filhas nas crianças encontradas mortas em um carro na favela Jardim Lapena, em São Miguel Paulista, Zona Leste de São Paulo, na noite de quinta-feira (12).
As meninas moravam a cerca 150 metros do local onde foram encontrados os corpos. Elas sumiram enquanto estavam brincando na frente de casa.
Os corpos estão em estado avançado de decomposição e por isso a confirmação das vítimas será feita somente após exames no IML (Instituto Médico Legal), como reconhecimento da arcada dentária.
Uma das mães reconheceu o chinelo das meninas. Foi recolhido material genético dos pais e os exames de DNA serão realizados para confirmar que se tratam das meninas desaparecidas. O resultado deve sair em 3 dias. A polícia ainda não confirma que se trata das meninas desaparecidas.
Os corpos estavam dentro de uma Fiorino branca roubada. Vizinhos desconfiaram e acionaram a polícia após sentirem um cheiro forte do veículo.
Integrante do Conselho Estadual de Defesa da Pessoa Humana (Condepe) e coordenador da Comissão da Criança e do Adolescente, o advogado Ariel de Castro Alves defende que, em casos de desaparecimento, as famílias procurem a delegacia para registrar o boletim de ocorrência o quanto antes. Por ano, 40 mil crianças e adolescentes desaparecem no país. Em São Paulo, a cada 10 desaparecidos, 4 são crianças e adolescentes.
“É uma tragédia, um caso cruel que precisa de esclarecimento urgente, e tem uma comoção social muito grande. A Delegacia de Pessoas Desaparecidas já estava apurando o desaparecimento e, agora, com o possível encontro dos corpos, é necessário cautela. Não vamos nos precipar, esperamos os exames do IML. Temos certeza que a equipe do DHPP tem condições de esclarecer este crime tão bárbaro”, afirmou.
“A maioria das crianças que desaparecem estão em situação de vulnerabilidade social e em periferia. É uma média anual de 8 mi, 9 mil crianças que desaparecem, sendo que 10% são mais casos crônicos, de difícil solução”, salienta.
O caso foi registrado no 63º Distrito Policial, na Vila Jacuí. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) vai investigar o crime.
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