A novela envolvendo a saída de Neymar do Barcelona para o Paris Saint-Germain ganhou um novo capítulo na manhã desta quinta-feira. Os advogados do jogador

Redação Publicado em 03/08/2017, às 00h00 - Atualizado às 08h17
A novela envolvendo a saída de Neymar do Barcelona para o Paris Saint-Germain ganhou um novo capítulo na manhã desta quinta-feira. Os advogados do jogador brasileiro estiveram na sede da liga espanhola para efetuar o depósito de um cheque no valor de € 222 milhões (cerca de R$ 820 milhões), referente à multa rescisória com o clube catalão e liberá-lo para assinar com os franceses. No entanto, a Federação Espanhola recusou o recebimento da quantia e adiou a possível transferência. Representantes do jogador, agora, pensam em um plano B para selar a milionária transação.

Neymar deixou o Barcelona na última quarta-feira (Foto: AFP)
Na última semana, as cifras envolvendo a transferência de Neymar trouxeram à tona novamente a discussão em torno do Fair Play Financeiro – conjunto de normas impostas pela Uefa para evitar gastos astronômicos em contratações. No dia 28 de julho, o presidente da Liga Espanhola, Javier Tebas, havia ameaçado denunciar o Paris Saint-Germain caso a negociação fosse adiante. O dirigente teria sido um dos responsáveis por negar o pagamento da multa rescisória nesta quinta.
Perguntados sobre o motivo da recusa no pagamento da cláusula, representantes da Liga Espanhola não deram maiores explicações. Um dos envolvidos no caso de Neymar é o advogado brasileiro Marcos Motta, que representa o jogador na Fifa. Ele estava na sede da entidade e ajuda a dar uma solução para a conclusão do negócio. No momento, os representantes tratam como uma “questão jurídica” e tentam uma resolução ainda hoje.
Segundo o jornal Marca, da Espanha, a Liga Espanhola não poderia bloquear a saída de Neymar, uma vez que a cláusula de rescisão estaria sendo cumprida. Assim, é possível que a Fifa seja acionada e dê uma permissão provisória para a realização do negócio. Apesar da justificativa, o Fair Play Financeiro só poderia ser analisado pela Uefa e aplicado ao fim da janela de transferências, no dia 31 de agosto.
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