O Tribunal de Justiça de São Paulo aumentou a pena do comerciante Fábio Hattori, que matou seis jovens atropelados e feriu outros seis em abril de 2014, na

Redação Publicado em 08/08/2018, às 00h00 - Atualizado às 11h51
O Tribunal de Justiça de São Paulo aumentou a pena do comerciante Fábio Hattori, que matou seis jovens atropelados e feriu outros seis em abril de 2014, na Rodovia Raposo Tavares, em Sorocaba (SP). Ainda cabe recurso.
Hattori havia sido condenado, em dezembro de 2015, a três anos e seis meses de reclusão em regime aberto, pena que acabou sendo convertida em serviços comunitários. Com a nova decisão do TJ, de 20 de julho, o comerciante foi condenado a quatro anos, dez meses e 15 dias de detenção em regime inicial semiaberto. A pena não pode ser convertida em serviços comunitários.
Além disso, Hattori também teve a carteira de habilitação suspensa por dois anos, cinco meses e sete dias.
O assistente de acusação, Ademar Gomes, informou que vai recorrer da decisão para que a pena seja aumentada e convertida em regime fechado.
Por telefone, o advogado de defesa do réu, Mário Del Cistia, afirmou que vai esperar a decisão ser publicada no Diário Oficial para “entrar com os recursos cabíveis”.
Na manhã do dia 6 de abril de 2014, Fábio Hiroshi Hattori atropelou 12 adolescentes que estavam em um ponto de ônibus no km 107 da Rodovia Raposo Tavares, em Sorocaba. Seis deles morreram e outros seis tiveram ferimentos graves.
Na época, o motorista foi preso em flagrante por homicídio doloso, quando há a intenção de matar. Ele ficou 18 dias na penitenciária de Tremembé, até ser colocado em liberdade pela Justiça.
Morreram no acidente: Amanda Oliveira Alquati, de 17 anos, Leonardo Wagner Ribeiro, de 19 anos; Lucas Alexandre Vieira, de 20 anos; Giovanni Cartezano Inocêncio, de 17 anos; Evelyn Caroline Fernandes, de 15 anos, e Guilherme Santos Modesto, de 18 anos.
Em abril de 2018, quatro anos após o acidente, a reportagem do G1 conversou com a mãe de uma das vítimas fatais e com o jovem Felipe Monteiro Trindade, que teve parte de uma das pernas amputadas.

O comerciante foi solto da penitenciária de Tremembé, no Vale do Paraíba, 18 dias depois do acidente (Foto: Reprodução/TV TEM)
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