A ONG Human Right Watch criticou a atuação de Bolsonaro na crise sanitária devido ao novo coronavírus (Sars-Cov-2) e chamou o presidente de "irresponsável",

Redação Publicado em 11/04/2020, às 00h00 - Atualizado às 12h27
A ONG Human Right Watch criticou a atuação de Bolsonaro na crise sanitária devido ao novo coronavírus (Sars-Cov-2) e chamou o presidente de “irresponsável”, por estar colocando o pais em “grave perigo” em relatório publicado na última sexta-feira (10), no site da organização.
“O Presidente Jair Bolsonaro está colocando os brasileiros em grave perigo ao incitá-los a não seguir o distanciamento social e outras medidas para conter a transmissão da COVID-19, implementadas por governadores no país inteiro e recomendadas por seu próprio Ministério da Saúde”, começa o relatório. “Ele também age de forma irresponsável disseminando informações equivocadas sobre a pandemia”.
“Bolsonaro tem sabotado os esforços dos governadores e do seu próprio Ministério da Saúde para conter a disseminação da COVID-19, colocando em risco a vida e a saúde dos brasileiros”, disse José Miguel Vivanco, diretor da Divisão das Américas da Human Rights Watch. “Para evitar mortes com essa pandemia, os líderes devem garantir que as pessoas tenham acesso a informações precisas, baseadas em evidências, e essenciais para proteger sua saúde. O presidente Bolsonaro está fazendo tudo, menos isso”.
O ONG fala sobre uma série de medidas tomadas pelo presidente em meio a crise da pandemia e sobre declarações feitas por ele. Entre elas, a decisão de editar uma medida provisória, no dia 20 de março, para retirar dos estados a competência para restringir a circulação de pessoas como forma de conter a a doença, que foi derrubada pelo STF.
A Human Right Watch cita os riscos fatais da doença para saúde, e o discurso de Bolsonaro, que desde o início minimiza o vírus. chamando-o de “gripezinha”.
“Ele conclamou as pessoas a participarem de uma manifestação pró-governo no dia 15 de março e interagiu com os manifestantes, inclusive apertando as suas mãos. Na época, ele deveria estar em quarentena, já que vinte e quatro pessoas de uma delegação oficial que viajou com ele para os Estados Unidos haviam testado positivo para o vírus”, diz o texto.
O texto relembrou ainda um pronunciamento de Bolsonaro no final de março, onde ele pediu para os brasileiros voltarem à normalidade.
IG
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