A assessoria de Jair Bolsonaro informou na noite desta quarta-feira (31) que o presidente eleito ainda não decidiu sobre a fusão dos ministérios da

Redação Publicado em 01/11/2018, às 00h00 - Atualizado às 08h31
A assessoria de Jair Bolsonaro informou na noite desta quarta-feira (31) que o presidente eleito ainda não decidiu sobre a fusão dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente.
A informação foi dada após Bolsonaro se reunir com o empresário do agronegócio Luiz Antônio Nabhan Garcia.
Ao deixar o encontro, Garcia disse que o presidente eleito “quer ouvir todo mundo para depois tomar uma decisão”.
Questionada, então, sobre a informação, a assessoria de Bolsonaro confirmou que ainda não há decisão sobre o tema.
Isso porque, nesta terça, o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, havia dito que Bolsonaro havia decidido unir os dois ministérios.
Esta era a primeira ideia de Bolsonaro, mas, durante a campanha, ele disse que poderia recuar em nome do diálogo e em razão das críticas que havia recebido.
Após o anúncio de Onyx Lorenzoni, nesta terça-feira, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, divulgou uma nota na qual lamentava a decisão do governo.
Para ele, se a fusão acontecer, haverá “prejuízos” para o agronegócio brasileiro.
“Como um ministro da Agricultura vai opinar sobre um campo de petróleo ou exploração de minérios?”, questionou Maggi.
Além disso, o Ministério do Meio Ambiente afirmou por meio de nota ter recebido com “surpresa e preocupação” a fusão das duas pastas.
“O novo ministério que surgiria com a fusão do MMA e do MAPA teria dificuldades operacionais que poderiam resultar em danos para as duas agendas. A economia nacional sofreria, especialmente o agronegócio, diante de uma possível retaliação comercial por parte dos países importadores”, afirma a nota.
Quatro ministros já foram anunciados pelo presidente eleito:
Além disso, Bolsonaro se reunirá nesta semana com o juiz federal Sérgio Moro para discutir a nomeação dele como ministro da Justiça.
O economista Paulo Guedes já informou que será “natural” se o atual presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, permanecer no cargo.
A equipe de Bolsonaro trabalha para definir a redução dos ministérios. Atualmente, são 29 pastas e o novo governo projeta ter em torno de 15.
Mais cedo, nesta quarta-feira, Onyx Lorenzoni se reuniu em Brasília com o atual ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, para discutir a transição de governo.
A equipe responsável pela transição trabalhará no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e terá até 50 pessoas. Nesta terça, Onyx já apresentou 22 nomes ao governo federal.
Ao deixar o encontro com Padilha, o futuro ministro informou que Bolsonaro se reunirá com o presidente Michel Temer na próxima semana.
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