O ex-goleiro do Santos Futebol Clube e filho de Pelé, Edison Cholbi Nascimento, o Edinho, se apresentou na tarde desta sexta-feira (21) à Polícia Civil, em

Redação Publicado em 21/07/2017, às 00h00 - Atualizado às 16h53
O ex-goleiro do Santos Futebol Clube e filho de Pelé, Edison Cholbi Nascimento, o Edinho, se apresentou na tarde desta sexta-feira (21) à Polícia Civil, em Santos, no litoral de São Paulo, para cumprir 12 anos de prisão. Ele foi condenado por lavagem de dinheiro em decorrência do tráfico de entorpecentes.
Edinho se apresentou após o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) decidir, pela terceira vez, na quinta-feira (20), rejeitar as apelações da defesa. Em seguida, a ordem de captura foi expedida pela 1ª Vara Criminal de Praia Grande.
Ao chegar no 5º Distrito Policial de Santos, o ex-goleiro falou rapidamente com a imprensa. “Não aguento mais. Estou convicto na minha luta e, com certeza, vou vencer. Frustração”, disse.
O advogado de Edinho, Eugênio Malavasi, informou que agora vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), para que ele possa responder em liberdade. Ele permanecerá preso até um novo parecer da Justiça.
O ex-jogador chegou ao 5º Distrito Policial por volta das 16h, acompanhado do advogado e carregando duas sacolas, com cobertores e roupas. Edinho já foi preso outras quatro vezes, desde que a operação que resultou na sua condenação foi iniciada.

Edinho foi detido outras quatro vezes (Foto: Reprodução/ TV Tribuna)
A primeira prisão de Edinho aconteceu em 2005. O ex-goleiro foi detido com outras 17 pessoas pela Operação Indra, realizada pelo Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), acusado de ligação com uma organização de tráfico de drogas comandada por Duarte Barsotti de Freitas, o Naldinho.
Após seis meses em prisão provisória, foi solto com liminar em habeas corpus concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em janeiro de 2006, ele teve a prisão decretada com o aditamento da denúncia, que passou a incluir o crime de lavagem de dinheiro. Edinho obteve o direito de permanecer em liberdade.
Em fevereiro do mesmo ano, o Ministério Público denunciou o ex-goleiro por lavagem de dinheiro. O ex-jogador voltou a ser preso, 47 dias após conseguir a liberdade. Depois disso, a Justiça mantinha a decisão de negar os pedidos de liberdade, mas acabou um habeas corpus formalizado pela defesa e de Edinho.
No dia 30 de maio de 2014, o ex-goleiro do Santos Futebol Clube foi condenado pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação ao tráfico de drogas após decisão da juíza Suzana Pereira da Silva, auxiliar da 1ª Vara Criminal de Praia Grande. Naldinho também foi condenado, mas está foragido desde então.
Edinho foi preso no dia 7 de julho por não ter apresentado seu passaporte à Justiça, uma das exigências para permanecer em liberdade até a decisão final da Justiça. O advogado Eugênio Malavasi conseguiu um novo habeas corpus para que o cliente pudesse responder em liberdade.
Em novembro do mesmo ano, o ex-goleiro foi detido no Fórum de Praia Grande, após cumprir a medida cautelar que exigia que ele comparecesse mensalmente em juízo e registrasse sua rotina. Edinho foi solto no dia seguinte. A Justiça acatou o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa.
Em 25 de fevereiro deste ano, o ex-goleiro voltou a ser preso. “Estou frustrado, pois estou sendo massacrado pela Justiça, mas eu preciso confiar nessa mesma Justiça, e tenho certeza que, com o tempo, as coisas vão se acertar”, disse na época. Ele conseguiu autorização para responder em liberdade dias depois.

Edinho e Pelé (Foto: Divulgação/Santos Futebol Club)
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