A facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) movimentou R$ 1,2 bilhão com o tráfico internacional de drogas em um período de pouco mais de dois anos,

Redação Publicado em 23/10/2020, às 00h00 - Atualizado às 21h45
A facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) movimentou R$ 1,2 bilhão com o tráfico internacional de drogas em um período de pouco mais de dois anos, mostram documentos apreendidos durante a Operação Sharks . A força-tarefa investigou as atividades da organização entre junho de 2018 e setembro de 2020. A quantia não inclui os negócios particulares feitos por seus membros e associados. As informações são do jornal O Estado de São Paulo .
A Justiça de São Paulo decretou nesta sexta-feira (23), a prisão de 18 acusados de pertencer à cúpula da estrutura de tráfico internacional de drogas e de lavagem de dinheiro da facção e de comandar as ações da organização criminosa nas ruas.
Entre os acusados pelo Ministério Público Estadual (MPE) estão Marcelo Moreira Prado, o Sem Querer, e Eduardo Aparecido de Almeida, o Pisca, que foram presos no Paraguai. Marcos Roberto de Almeida, o Tuta, é outro acusado. Ele está em liberdade e é apontado como o chefe da facção nas ruas.
De acordo com as investigações, apenas uma parte desse R$ 1,2 bilhão foi movimentada por meio de contas bancárias em nomes de laranjas e de empresas fantasmas. O restante foi mantido pela facção em casas-cofre e transportado em carros até ser entregues a doleiros. Eles seria os responsáveis por remeter os recursos para o exterior a fim de a facção pagar seus fornecedores de drogas no Paraguai, na Bolívia e no Peru.
Pela primeira vez o MPE caracteriza o PCC como uma organização de tipo mafioso em razão da estrutura de lavagem de dinheiro montada pelo grupo. Isso era a única coisa que faltava para que o grupo pudesse ser considerado uma máfia.
De acordo com o MPE, as investigações começaram no dia 8 de agosto de 2018, quando foi preso em São Paulo Robson Sampaio de Lima. Com ele, os policiais acharam telefones celulares, computadores e drogas. Ali estavam documentos que mostravam a contabilidade do setor financeiro da facção com o tráfico de drogas.
Segundo a denúncia da promotoria, Prado exerceria o controle do setor financeiro do PCC e dava ordens a Lima. Tanto Prado quanto Almeida foram presos em 18 de julho de 2018, em Assunção, no Paraguai.
Toda a movimentação financeira da facção só podia ser feita por meio de ordens de Sem Querer. Era ele quem determinava a entrega de remessas de dinheiro para os doleiros do PCC, informando os valores e para quem devia ser destinado o dinheiro que saía da rede de casas-cofre.
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IG
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