O governador recém-eleito, João Doria (PSDB), que assumirá o governo do Estado de São Paulo em 1º de janeiro de 2018, anunciou nesta segunda-feira (5) que o

Redação Publicado em 05/11/2018, às 00h00 - Atualizado às 10h10
O governador recém-eleito, João Doria (PSDB), que assumirá o governo do Estado de São Paulo em 1º de janeiro de 2018, anunciou nesta segunda-feira (5) que o ex-prefeito da capital e ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação, Gilberto Kassab (PSD), será o chefe da Casa Civil durante sua gestão.
Kassab acompanhou Doria por ocasião da votação do candidato no 1º turno, em 7 de outubro, em São Paulo. Ele integrou os governos da petista Dilma Rousseff e do presidente Michel Temer (MDB).
Já o vice na chapa de Doria, Rodrigo Garcia (DEM), assumirá as funções da Secretaria de Governo, segundo a assessoria do futuro governador.
Estes são os dois primeiros nomes anunciados por Doria para a gestão, que irá suceder o governador em exercício Márcio França (PSB), que se saiu derrotado no 2º turno da disputa eleitoral.
Na semana passada, Doria disse que não vai morar no Palácio dos Bandeirantes, residência oficial do governo no Morumbi, Zona Sul da capital. Ele também prometeu cortar gastos reduzindo o total secretarias e de carros oficiais.
Os anúncios foram feitos pelas redes sociais. “Ali [Palácio dos Bandeirantes] será sede do trabalho, eu não vou residir no palácio”, declarou. O deslocamento entre a casa de futuro governador, no Jardim Europa, Zona Oeste, e o palácio vai ter que seguir um aparato de segurança, cujos detalhes ainda não foram definidos.
João Doria não será o primeiro governador de São Paulo a tomar essa decisão. Ex-governadores como Alberto Goldman, em 2010, e Paulo Maluf, em 1979, não moraram no Palácio dos Bandeirantes.
Segundo Doria, os funcionários que trabalham na área reservada para o governador e sua família no palácio vão ser remanejados.
“Vamos transferir para áreas onde eles possam ser úteis ao governo e possam, com seu trabalho, serem aproveitados em outras áreas de governo. O objetivo não é demitir ninguém que lá está, mas sim dar o aproveitamento a essas pessoas em áreas onde efetivamente serão úteis.”
A sede do governo de São Paulo também abriga 15 órgãos, onde trabalham 2 mil funcionários e onde há acervos importantes do estado. Desde 1977 o local é aberto à visitação pública.

Rodrigo Garcia (DEM), eleito vice-governador de Doria — Foto: Celso Tavares/G1
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