"Ele tem um ciúme excessivo da companheira", disse o delegado Leandro Aquino sobre o motivo de Marcelo Cavalcanti Gomes ter ateado fogo no porteiro Jefferson

Redação Publicado em 22/06/2018, às 00h00 - Atualizado às 12h31
“Ele tem um ciúme excessivo da companheira”, disse o delegado Leandro Aquino sobre o motivo de Marcelo Cavalcanti Gomes ter ateado fogo no porteiro Jefferson Quintanilha, de 23 anos. O suspeito se entregou à polícia no fim da noite desta quinta (21). O crime aconteceu em Teresópolis, Região Serrana do Rio, no condomínio onde a vítima e o agressor moram.
“Por uma conjugação de fatores, ele acreditou que a vítima, o Jefferson, estaria tendo um caso com a companheira dele e que esse caso teria se consumado dentro da casa que ele vivia com ela”, afirmou o delegado responsável pelo caso, investigado na 110ª Delegacia de Polícia.
Ainda segundo o delegado, o suspeito vai responder pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado e crime de incêndio. A pena pode chegar a mais de 40 anos de prisão.

Marcelo Cavalcanti Gomes confessou o crime à polícia (Foto: Reprodução/ TV Globo)
O crime foi registrado pelas câmeras de segurança do conjunto habitacional Fazenda Hermitage. As imagens mostram o momento em que um homem joga gasolina e coloca fogo em um porteiro. O jovem sai correndo em chamas, enquanto o agressor aparece tranquilamente ao lado.
A mãe de Jefferson, Maria Lúcia Quintanilha, foi quem apagou as chamas do corpo do filho. Ele correu cerca de 300 metros da portaria até chegar em casa e receber o socorro da mãe e de vizinhos, que usaram um tapete e até terra para apagar as chamas.
Nesta sexta-feira (22), moradores, familiares e amigos de Jefferson fizeram uma manifestação no conjunto habitacional Fazenda Hermitage. O grupo vestiu camisas e usou faixas e cartazes para pedir justiça e dar força à família do rapaz.
De acordo com Camila Quintanilha, irmã de Jefferson, ele segue sedado e entubado no Hospital Estadual Vereador Melchiades Calazans, em Nilópolis, no Rio de Janeiro. A mãe está no Rio com ele, mas o hospital não permite acompanhantes. O porteiro teve 60% do corpo queimados e seu estado é grave.
As imagens da câmera de segurança mostram a vítima trabalhando enquanto outro homem conversa pelo interfone, do lado de fora da cabine. O agressor entra na cabine, joga gasolina no rosto da vítima e usa um isqueiro para iniciar o fogo.
Os bombeiros foram acionados às 16h09 e quando chegaram ao local encontraram a vítima em pé e lúcida na rua. Jefferson entrou sozinho na ambulância e foi levado para o Hospital das Clínicas de Teresópolis (HCT). Ele foi transferido de helicóptero para o Hospital Estadual Vereador Melchiades Calazans, em Nilópolis, no Rio de Janeiro, na tarde de quarta-feira (20).

Jefferson pediu ajuda da mãe após ter fogo ateado ao corpo em Teresópolis (Foto: Reprodução/ TV Globo)
A mãe do porteiro Jefferson Quintanilha Souza, de 23 anos, foi quem apagou as chamas do corpo do filho. Ela chegou a abraçar o filho na tentativa de conter o fogo. Ao G1, Maria Lúcia Quintanilha, disse que “isso não se faz nem com um animal”.
“Primeiro minha mãe ligou o chuveiro, mas desistiu. Depois ela deu tapas pelo corpo dele e o abraçou. Ela ficou com a roupa queimada e machucou as mãos, que estão com bolhas”, disse a irmã do jovem, Camila Quintanilha, ao G1 nesta quinta-feira (21). Ela acrescenta que uma vizinha pegou um tapete para tentar abafar o fogo e algumas pessoas jogaram até terra em um ato de desespero para tentar ajudar.

Jefferson Quintanilha teve 60% do corpo queimados e está em estado grave (Foto: Polícia Militar | Divulgação)
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