A crise financeira provocada pela pandemia do coronavírus levou cerca de 4 milhões de brasileiros a recorreram a algum tipo de empréstimo entre maio e julho,

Redação Publicado em 20/08/2020, às 00h00 - Atualizado às 15h09
A crise financeira provocada pela pandemia do coronavírus levou cerca de 4 milhões de brasileiros a recorreram a algum tipo de empréstimo entre maio e julho, apontam dados divulgados nesta quinta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Dos cerca de 4 milhões de pedidos de empréstimo realizados na pandemia, 3,3 milhões foram concedidos, enquanto 762 (19%) foram negados.
“Entre os que solicitaram e não conseguiram empréstimo, 59,2% pertencem as duas classes de rendimento mais baixas, que recebem menos de um salário mínimo”, apontou a gerente da pesquisa, Maria Lúcia Vieira.
De acordo com a pesquisa, a maior fonte de empréstimos foram os bancos e outras instituições financeiras (75,7%). Em 23,6% domicílios que contaram com empréstimo financeiro, algum morador conseguiu o dinheiro com amigos ou parentes.
O levantamento foi feito por meio da Pnad Covid19, versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua realizada com apoio do Ministério da Saúde para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e para quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal no Brasil.
Ainda segundo o levantamento do IBGE, 30,2 milhões de domicílios brasileiros, o que corresponde a 44,1% do total, receberam algum auxílio emergencial relacionado à pandemia em julho. Isso corresponde a mais 813 mil lares beneficiados, na comparação com o mês anterior.
De acordo com o IBGE, o percentual de domicílios recebendo o auxílio aumentou em todas as grandes regiões, sendo os maiores no Norte (60,6%) e Nordeste (59,6%). No Sul, 30,9% dos lares receberam o benefício. O valor médio do auxílio subiu de R$ 885 para R$ 896.
Governo Federal anuncia que vai prorrogar o auxílio emergencial
O rendimento médio real domiciliar per capita efetivamente recebido em julho foi de R$ 1.271. O valor ficou 2,9% acima do registrado em junho (R$ 1.236). As regiões Nordeste e Norte apresentaram os menores valores, R$ 899 e R$ 903, respectivamente.
Já o rendimento médio domiciliar per capita dos domicílios onde nenhum dos moradores recebia algum auxílio do governo concedido em função da pandemia (R$ 1.760) era, em média, mais de duas vezes superior ao daqueles onde algum morador recebia o auxílio (R$ 797). A proporção se manteve nas cinco regiões.
As estados do Norte e Nordeste tinham as maiores proporções de domicílios onde um dos moradores é beneficiário de algum programa de auxílio emergencial. No Norte, três estados estão entre os cinco com maior percentual: Amapá (68,8%); Maranhão (65,8%); Pará (64,5%); Alagoas (62,8%) e Amazonas (62,6%).
Em seguida, vêm os demais estados do Nordeste e Norte, todos, exceto Rondônia (48,5%), com mais da metade dos domicílios recebendo auxílio emergencial. Todos os estados das demais regiões ficaram abaixo de 50%. No Sul, Rio Grande do Sul (29,6%) e de Santa Catarina (24,5%) tinham as menores proporções.
Por G1
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