O senador Otto Alencar (PSD-BA), apresentou nesta quarta-feira(12) à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado relatório favorável à PEC dos Fundos

Redação Publicado em 12/02/2020, às 00h00 - Atualizado às 14h34
O senador Otto Alencar (PSD-BA), apresentou nesta quarta-feira(12) à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado relatório favorável à PEC dos Fundos (187/2019). O texto da proposta de emenda à Constituição recebeu 33 emendas na CCJ, e quatro foram acolhidas total ou parcialmente pelo relator. Após um pedido de vista coletiva, ou seja, de mais tempo para os senadores analisarem a matéria, a votação do texto ficou para a próxima quarta-feira (19).
A proposta original, que preserva apenas os fundos previstos nas Constituições e Leis Orgânicas dos estados, do Distrito Federal e municípios, sofreu alterações. O relator decidiu assegurar a permanência de fundos que, embora tenham sido criados por lei federal, recebem receitas vinculadas definidas no texto constitucional. É o caso do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e dos fundos constitucionais de Financiamento do Nordeste, Norte e Centro-Oeste (FNE, FNO e FCO). Segundo o parecer, a redação da PEC foi modificada para evitar dúvidas em relação à preservação de tais fundos e explicitar que não serão extintos os “fundos criados para operacionalizar vinculações de receitas determinadas no texto constitucional.
Outra mudança sugerida por Alencar deixa claro quem tem autonomia para apresentar o projeto de lei complementar para ratificar a permanência dos fundos públicos. A medida cabe tanto ao chefe do Executivo, nos planos federal, estadual e municipal, quanto a parlamentares (senadores, deputados federais, estaduais e distritais e vereadores).
De acordo com o texto original, serão extintos os fundos não ratificados até o fim do segundo ano subsequente à promulgação da emenda à Constituição. Por causa de uma emenda do senador Eduardo Braga (MDB-AM), parte das receitas desvinculadas pode ser destinada a projetos e programas voltados à erradicação da pobreza. Nesse sentido, terão prioridade a implantação e conclusão de rodovias e ferrovias, a interiorização de gás natural produzido no Brasil, a revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco e a segurança pública.
Senadores também apresentaram, sem sucesso, emendas para que o superávit financeiro dos fundos públicos – estimado em R$ 219 bilhões – fosse destinado a áreas como assistência social, saúde, educação e infraestrutura. Ao rejeitar as propostas, Otto Alencar justificou que superávits não são receitas públicas e que o uso do dinheiro para outra finalidade que não a amortização implicaria a elevação da dívida pública.
Apesar disso, foi aceita uma emenda da senadora Simone Tebet (MDB-MS) que destina parte das receitas desvinculadas a projetos voltados à segurança de regiões de fronteira.
Na semana passada, na primeira reunião da CCJ neste ano, a senadora, que preside o colegiado, definiu como prioritárias em fevereiro e março a PEC do Plano Mais Brasil, a PEC Emergencial e a PEC do Pacto Federativo, além da PEC dos Fundo.
ABr
Leia também

Dom Rafael perde direitos dinásticos após anunciar casamento

Motorista de Porsche morre após colisão contra mureta na Rodovia dos Imigrantes

Loja de fotografia é destruída por incêndio em Campinas; câmeras registram ação de suspeito

A Fazenda 18 já tem data de estreia; saiba qual

Quase 900 cobras escapam de criadouro durante enchentes no sul da China

Moraes suspende visitas de Flávio Bolsonaro ao pai por 90 dias e investiga possível propaganda eleitoral antecipada

Grupo quer Flávio longe de Lucas Bove; deputado é réu e defende "corrupto cristão"

São Paulo tem queda de casos graves ligados à influenza

Dino bloqueia R$ 6,15 milhões de Eduardo Cunha em apuração sobre emendas parlamentares

PT pede ao STF que Bolsonaro perca prisão domiciliar após carta divulgada por Flávio