Antes de se reunir, por videoconferência, com os quatro governadores do Sudeste para tratar de medidas de combate aos efeitos do novo coronavírus, o

Redação Publicado em 25/03/2020, às 00h00 - Atualizado às 10h35
Antes de se reunir, por videoconferência, com os quatro governadores do Sudeste para tratar de medidas de combate aos efeitos do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro fez críticas diretas na manhã desta quarta-feira (25) aos chefes do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), e de São Paulo, João Doria (PSDB), acusando-os de fazer demagogia.
“Alguns poucos governadores, poucos, não são todos, em especial Rio e São Paulo, estão fazendo uma demagogia barata em cima disso, para esconder outros problemas. Se colocam junto à mídia como salvadores da Pátria, como o Messias que vai salvar o seu Estado e o Brasil do caos. Fazem política o todo. Não é esse o caminho que o Brasil deve seguir. Povo brasileiro, esqueça se você não gosta de mim, olha a realidade”, afirmou Bolsonaro .
O presidente disse ainda que não há eleições gerais neste ano, apenas para prefeitos e vereadores, da qual disse estar fora.
Questionado sobre as críticas de parlamentares ao seu pronunciamento da véspera, entre eles a do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse que fica feliz por ser alvo de quem “nunca fez nada pelo Brasil”.
“Ser criticado por quem? Por quem nunca fez nada pelo Brasil ? Estou muito feliz com as críticas”, declarou.
Novamente indagado sobre a manifestação de Alcolumbre, que classificou o pronunciamento como “grave” e disse que o Brasil precisa de uma liderança “séria, responsável comprometida com a vida e a saúde da sua população” Bolsonaro mencionou o fato de ele estar confinado, depois de contrair a Covid-19 , e afirmou que telefonaria para o senador.
“É um direito deles, mas se eu falo um “a” contra eles é uma crise institucional. Então eu não vou falar nada. É solução, eu quero solução. Vou ligar para o Davi hoje, se bem que ele está confinado aí o Davi, está com um problema. Vou ligar para ele”, afirmou.
O presidente disse ainda que fez o texto do pronunciamento sozinho e refutou que o chamado “o gabinete do ódio” tenha feito o discurso: “eu que fiz o discurso. Eu que escrevi o discurso. Eu sou responsável pelos meus atos”.
iG
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