O presidente Jair Bolsonaro se defendeu nesta terça-feira da acusação de ser "autoritário" dizendo que toma decisões ouvindo diversos "conselheiros". Durante

Redação Publicado em 03/12/2019, às 00h00 - Atualizado às 14h24
O presidente Jair Bolsonaro se defendeu nesta terça-feira da acusação de ser “autoritário” dizendo que toma decisões ouvindo diversos “conselheiros”. Durante um evento de celebração do combate à corrupção, Bolsonaro fez referência às autoridades presentes, dizendo consultá-las com frequências.
Entre os citados, estava o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli ; o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio Monteiro e o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário.
“Ouso dizer que os meus conselheiros , além da população a qual eu devo lealdade, são essas pessoa e aquelas que estão aos seus lados. Por mais que me acusem de autoritário, as decisões que tomou eu ouço grande parte desses atores que acabei de citar. Porque chance de errar é mínima e a chance de vitória passa a ser a maior possível”, afirmou Bolsonaro.
Também presente ao evento, Toffoli afirmou que o Brasil “tem avançado a passos largos” nas ações de combate à corrupção. Isolado na corte no julgamento do compartilhamento de dados financeiros entre os órgãos de investigação, para o qual Dias Toffoli propunha criar barreiras e critérios mais rígidos, o presidente do STF não citou o assunto e, pelo contrário, defendeu uma “ação coordenada” entre as diferentes instituições no combate à corrupção.
“Nesse cenário, compete ao Poder Judiciário atuar com firmeza em todos os desvios apurados pelos órgãos de controle, exercendo o papel pedagógico de desincentivo às práticas delituosas, mas também verificamos hoje o novo papel que tem sido colocado ao Supremo Tribunal Federal e ao Judiciário em geral, é uma interinstitucionalização, uma ação coordenada”, afirmou Toffoli.
O presidente do Supremo também defendeu que seja aperfeiçoada a legislação envolvendo os acordos de leniência, para criar mais segurança jurídica às empresas que aderem aos acordos e evitam prejuízos à economia.
Por iG
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