O presidente Jair Bolsonaro cobrou seu 'superministro' da Economia, Paulo Guedes, a apresentar feitos concretos e contundentes na economia, esperando,

Redação Publicado em 21/02/2020, às 00h00 - Atualizado às 12h00
O presidente Jair Bolsonaro cobrou seu ‘superministro’ da Economia, Paulo Guedes, a apresentar feitos concretos e contundentes na economia, esperando, inclusive, uma alta do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, de pelo menos 2% em 2020.
Segundo assessores presidenciais, o pedido de Bolsonaro a Guedes foi feito em uma reunião nesta semana. O ministro teria respondido, que será possível atingir, ou até superar, o percentual de 2%. O presidente, porém, não teria se tranquilizado com a resposta, indicando um possível desgaste entre os dois.
De acordo com o Relatório Focus, boletim divulgado semanalmente pelo Banco Central, da última segunda-feira (17), as projeções do mercado para a economia brasileira caíram, mas superariam o que espera Bolsonaro. A expectativa de crescimento do PIB passou de 2,30% para 2,23% neste ano. Essa queda teria preocupado e gera incômodo dentro até da equipe de Paulo Guedes .
Em conversas reservadas, Bolsonaro demonstra estar preocupado com voltar a apresentar crescimento fraco e indicadores econômicos modestos neste ano. O presidente reitera internamente que a missão de Guedes é fazer a economia crescer a um patamar que indique recuperação sólida até o fim do mandato, em 2022, já de olho nas eleições presidenciais.
De acordo com assessores do Palácio do Planalto, o presidente teme perder apoio de investidores para adversários políticos em 2022. Nomes como o de João Doria (PSDB), governador de São Paulo, e o do apresentador Luciano Huck , são vistos como ameaça pelas posições mais moderadas e o relacionamento bom com o mercado financeiro.
Embora diga publicamente que não vai interferir nas eleições municipais deste ano, Bolsonaro já admite a possibilidade de defender sua administração em polos importantes em eventuais situações de risco de “volta da esquerda” ao poder.
Segundo o presidente, cabe a Guedes entregar dados econômicos mais robustos e evitar declarações polêmicas, como a feita em defesa do dólar alto, atacando empregadas domésticas .
Em cerimônia na útima terça (18), Bolsonaro chegou a dizer que o ministro tem “problemas pontuais”, mas pontuou que Guedes “sofre ataques mais pela sua competência do que por possíveis pequenos deslizes”. Ele disse ainda que “eu já cometi muitos [erros], muitos no passado. O Paulo não pediu para sair. Aliás, eu tenho certeza de que, assim como um dos poucos que eu conheci antes das eleições, ele vai ficar conosco até o nosso último dia”, garantiu.
Guedes se desgastou publicamente e afetou o governo nas últimas semanas após duas declarações que tiveram repercussão bastante negativa, até mesmo dentro de setores que apoiam o governo. Primeiro, o ministro chamou servidores públicos de “parasitas”, e, dias depois, ele disse que o real valorizado era um problema porque possibilitava situações como empregadas domésticas na Disney , o que Guedes classificou como “uma festa danada”. Nos dois casos, ele recuou e se desculpou pelas falas.
iG
Leia também

Triste! Jovem que cheirou pimenta volta a ser internada 4 dias após alta

Relembre a Lei Mariana Ferrer, criada após revolta com audiência do caso

O fim da Ordem Mundial: 2026 e o retorno do "cada um por si"

Termômetros marcam 13,3 °C e sensação térmica despenca em SP

EXPLÍCITO: MC Mirella apela com vídeo de sexo para promover OnlyFans; assista

Avenida Paulista sedia nova edição da Marcha da Maconha em São Paulo

Netinho de Paula denuncia racismo sofrido pelo neto de 16 anos em colégio de SP

Homem descumpre medida protetiva e incendeia casa da ex-mulher em Votorantim

Ex-prefeito Paulo Serra desiste de disputar o governo de SP e mira o Congresso

El Niño deve amenizar o frio no inverno que começa neste domingo