A temporada do Palmeiras poderá ser salva pela Libertadores, mas, até esta quinta-feira, 27 de julho, 2017 tem se mostrado um ano de planejamento confuso após

Redação Publicado em 27/07/2017, às 00h00 - Atualizado às 08h30
A temporada do Palmeiras poderá ser salva pela Libertadores, mas, até esta quinta-feira, 27 de julho, 2017 tem se mostrado um ano de planejamento confuso após o título brasileiro de 2016. A equipe que foi eliminada da Copa do Brasil com o empate por 1 a 1 contra o Cruzeiro, na última quarta, não foi (e não poderia ser) a que vinha crescendo no Campeonato Brasileiro.
Com uma correção tardia na montagem do elenco, cinco titulares na ótima exibição diante do Sport, no fim de semana, não podiam atuar no Mineirão. Além de Deyverson – o mais recente reforço, apresentado em 17 de julho –, Cuca não contava com Bruno Henrique, também contratado após o prazo de inscrição, e um trio que já tinha atuado por outros times no torneio mata-mata (Mayke, Juninho e Luan).
– Já falei que, no dia 9, se Deus quiser, vou poder colocar o time que eu acho ideal, porque vou ter todos à mão – disse, logo depois da partida em Belo Horizonte, o treinador contratado para voltar ao clube e substituir Eduardo Baptista após a queda na semifinal do Campeonato Paulista.
Sim, seja por regulamento ou por lesões (como a que tirou o artilheiro Willian de combate por cerca de seis semanas), Cuca tem encontrado dificuldade para repetir seus 11 titulares. Mas a escalação diante do Cruzeiro, na quarta-feira, surpreendeu. Em vez de três volantes, como vinha fazendo nas partidas fora de casa, ele utilizou dois (Thiago Santos e Felipe Melo), com Tchê Tchê no banco.

Cuca abdicou do esquema com três volantes e voltou a escalar Felipe Melo (Foto: GloboEsporte.com)
É compreensível que, precisando vencer, o Palmeiras tivesse Guerra em campo. Mas o miolo com o venezuelano (que provou ainda não estar 100% fisicamente), Felipe Melo (quase sempre distante na marcação) e Thiago Santos (quase nunca opção na saída de bola) foi inoperante tanto para frear o Cruzeiro quanto para fazer a bola chegar ao trio de ataque, liderado lá na frente pelo igualmente lento Borja.
Na primeira etapa, o meio-campo era um buraco. Na segunda, o até então sumido Dudu ficou encarregado da armação após a entrada de Keno no lugar de Guerra. Em seguida, o time ganhou um pouco mais de corpo ofensivo com a entrada de Raphael Veiga na vaga de Felipe Melo. Nada que mudasse o jogo. Mas, eis que, aos 25 minutos, um gol de Keno, num lance fortuito, com desvio na defesa, passava a garantir a classificação mesmo com uma fraca atuação coletiva.
Não garantiu, porém. Cuca tem razão ao apontar que faltou maturidade para matar o jogo ou evitar o gol de empate, marcado aos 39 minutos. Tem razão também ao dizer que só terá todos à disposição no dia 9. Mas o primeiro tempo muito ruim vai para sua conta também.
Agora, em quinto lugar no Brasileiro, resta ao Palmeiras conseguir a vaga às quartas de final da Libertadores no duelo com o Barcelona de Guayaquil, no mês que vem. Caso contrário, a tentativa de correção de planejamento da diretoria não terá sido tardia, mas sim inútil.
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