Eleito deputado federal com 155 mil votos em São Paulo, Alexandre Frota pode ser preso caso não pague em três dias a dívida de pensão alimentícia que tem com

Redação Publicado em 09/10/2018, às 00h00 - Atualizado às 17h38
Eleito deputado federal com 155 mil votos em São Paulo, Alexandre Frota pode ser preso caso não pague em três dias a dívida de pensão alimentícia que tem com o filho, Mayã Frota, de 18 anos.
Na última semana, o processo que o rapaz move contra o pai teve mais uma movimentação. E a Justiça pediu a soma da dívida, que chega a cerca de R$ 60 mil. Frota não podia ser preso durante o período que antecedeu a eleição e que vai até a meia-noite desta terça-feira, 9.
A causa começou com o valor de R$ 9.176,24 e foi acrescida de juros e correção pela inadimplência do ex-ator. Eleito, Frota ainda não foi diplomado e portanto ainda não tem foro privilegiado como deputado.
Ao receber o resultado das urnas, o filho de Frota, Mayã desabafou sobre o pai, que nunca quis conviver com ele desde a infância. Hoje o garoto mora na Antuérpia, Bélgica, com a mãe, Samantha Gondim, e a nova família.

Mayã Frota: aos 18 anos, ele atacou o pai após resultado das urnas Foto: reprodução/instagram
Alexandre Frota foi apontado pelo filho como “ex-ator pornô e ex-viciado em cocaína”, acusado de não pagar a pensão alimentícia requerida na Justiça e ainda de sugerir abortá-lo
Alexandre Frota usou seu perfil no Facebook para responder as acusações de Mayã. “O Mayã resolveu me atacar com esse post, achando que vou ficar perturbado. Com 18 anos na cara prestes a fazer 19 faz parte dessa geração revoltadinha”, escreveu o agora político.

“Não aceito. É fruto de uma transa”
Em entrevista à Revista Quem, há alguns anos, Alexandre Frota usou de toda a sua conhecida franqueza ao polemizar sobre o reconhecimento e convívio com Mayã.
“É um bloqueio muito simples o que eu tenho com o Mayã. Meus pais se separaram quando eu tinha 9 anos. Muito cedo eu estava sozinho na guerra. Outra coisa: eu não me preparei para ter esse filho. Ele não é fruto de um amor. É fruto de uma transa. A criança não tem culpa, é a frase chavão. Só que eu também não. Nasceu. Eu não fujo das minhas obrigações como pai. Dou dinheiro e faço tudo para estar junto nas datas, minha mãe e minha irmã são loucas por ele. Só que eu tenho que ser sincero. Eu não aceito. E não vou para psicólogo, para analista nenhum, não é a hora. Mais para frente, se eu quiser procurar ele e ele me aceitar está ótimo, se não quiser, está valendo. A vida é assim. Só que há poucos dias, eu comecei a conviver com o Enzo Gabriel, que tem 4 anos e é filho da minha namorada. Levo o Enzo para a escola, troco fralda, vou ao judô, ao cinema, ao teatro, brinco. Eu comecei a pensar, sabe… eu perdi um tempo com o meu filho. Uma criança de 4 anos está ensinando um homem de quase 50 anos a viver. Isso talvez um dia me aproxime do Mayã”.

Mayã Frota: aos 18 anos, ele atacou o pai após resultado das urnas Foto: reprodução/instagram
Atacado nas redes por eleitores
Após o desabafo sobre o pai e a história de sua vida, Mayã foi duramente atacado por eleitores de Alexandre Frota. Hoje o garoto vive na Antuérpia, na Bélgica, com a mãe e a nova família.
Procurado pelo EXTRA, Mayã disse que só irá se pronunciar através de seus advogados no Brasil e que não dará entrevistas sobre o assunto. Alexandre Frota não respondeu à equipe.

Mayã Frota e a mãe, a personal trainer, Samantha Gondim Foto: reprodução/instagram
Leia também

Dom Rafael perde direitos dinásticos após anunciar casamento

Quase 900 cobras escapam de criadouro durante enchentes no sul da China

O fim da Ordem Mundial: 2026 e o retorno do "cada um por si"

Messi fica fora de treino antes da semifinal da Copa do Mundo

Polícia Civil desmonta esquema com mais de 100 empresas de fachada e prende suspeito em São Paulo

Espanha supera França, bate recorde de invencibilidade e garante vaga na final da Copa

Flávio Dino cobra explicações do Congresso e amplia investigação sobre emendas parlamentares

Lula sanciona lei que torna obrigatória educação política e cidadania nas escolas

França celebra a Bastilha, mas enfrenta uma batalha pela própria identidade

Trump revoga taxa de 20% sobre navios em Ormuz, mas mantém bloqueio ao Irã