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Moraes ordena prisão definitiva de Carla Zambelli

Com a decisão do STF, Zambelli deve cumprir pena de 10 anos e pagar R$ 2 milhões, enquanto busca se entregar na Itália

Entenda os crimes que levaram à condenação de Carla Zambelli - Imagem: Wagner Vilas/Enquadrar/Estadão Conteúdo
Entenda os crimes que levaram à condenação de Carla Zambelli - Imagem: Wagner Vilas/Enquadrar/Estadão Conteúdo

Redação Publicado em 07/06/2025, às 17h52


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste sábado (7) o cumprimento imediato da pena da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A decisão também ordena que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), seja notificado sobre a perda do mandato parlamentar.

Com o trânsito em julgado da condenação — ou seja, após o esgotamento de todos os recursos —, a execução da pena foi autorizada. Zambelli foi sentenciada a 10 anos de prisão, à perda do mandato e ao pagamento de indenização de R$ 2 milhões, em conjunto com o hacker Walter Delgatti Netto.

Segundo Moraes, a parlamentar deixou o país com a intenção de se esquivar da Justiça, diante da proximidade do julgamento de embargos apresentados contra a condenação. Por isso, ele determinou o envio dos documentos necessários ao Ministério da Justiça e Segurança Pública para formalizar o pedido de extradição.

A Polícia Federal confirmou que Zambelli desembarcou na Itália na quinta-feira (5). A deputada afirmou que pretende se entregar voluntariamente às autoridades italianas, mas não informou data nem local. “Estou aqui de boa-fé, buscando refúgio por conta de perseguição política. Fui condenada sem provas. Quero provar isso na Itália”, declarou.

Entenda o caso

Em maio, Carla Zambelli foi condenada pelos crimes de invasão de dispositivo informático, falsidade ideológica e inserção de dados falsos no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A pena inclui 10 anos de reclusão, perda do mandato e multa.

O hacker Walter Delgatti Netto, que participou do esquema, recebeu pena de oito anos e três meses de prisão, além de multa de 480 salários mínimos. Ambos foram condenados a pagar R$ 2 milhões por danos morais e coletivos.


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