Durante a 14ª Conferência de Assistência Social, Lula prometeu transformar a luta contra agressões femininas em prioridade nacional

William Oliveira Publicado em 09/12/2025, às 10h59
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou uma reunião interinstitucional para discutir medidas de combate à violência contra a mulher, em resposta ao aumento recente de casos de feminicídio no Brasil.
"Eu vou fazer dessa luta a minha luta. Não vou deixar de cuidar do que eu tenho que fazer, porque fui eleito para governar este país. Fui eleito para governar e vou governar", afirmou durante a 14ª Conferência de Assistência Social.
Segundo o líder do Executivo, é fundamental envolver diversas esferas do governo, incluindo Congresso Nacional, Senado, Câmara dos Deputados, Supremo Tribunal Federal (STF) e tribunais estaduais, além de representantes de sindicatos e instituições religiosas, promovendo um esforço coletivo de conscientização e educação.
O presidente também destacou a necessidade de criar um ambiente em que os homens reflitam sobre suas ações.
"Um mutirão educacional para que o homem, quando tiver vontade de agredir uma mulher, pegue o seu sapato e bata na própria cabeça, em vez de se vingar dela", afirmou.
Lula relatou ainda um momento emocional compartilhado com sua esposa, Janja, ao tomar conhecimento de casos recentes de violência contra mulheres, incluindo o de Tainara Souza Silva, de 31 anos, que foi atropelada e arrastada pelo ex-companheiro em São Paulo.
O presidente enfatizou que, sem comprometimento coletivo, mesmo medidas preventivas podem ser insuficientes para reduzir a violência contra as mulheres.
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