Diário de São Paulo
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ALERTA SANITÁRIO

Ypê pede que consumidores não utilizem produtos suspensos pela Anvisa

Empresa orienta clientes a guardarem os itens contaminados sem descartar e reforça canais de atendimento após crise envolvendo produtos com bactéria.

Produtos da Ypê foram suspensos pela Anvisa após identificação de bactéria; empresa orienta consumidores a não utilizarem os itens. - Imagem: Reprodução
Produtos da Ypê foram suspensos pela Anvisa após identificação de bactéria; empresa orienta consumidores a não utilizarem os itens. - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 20/05/2026, às 10h04


A Ypê alertou consumidores sobre a suspensão de produtos contaminados pela bactéria Pseudomonas aeruginosa, que pode ser perigosa para grupos vulneráveis, após determinação da Anvisa para recolhimento de lotes específicos.

Os lotes afetados são identificados pela numeração final '1', e a Anvisa destacou que a contaminação pode causar riscos à saúde, especialmente para imunossuprimidos e idosos.

A empresa está reembolsando os clientes e ampliou seus canais de atendimento, enquanto a Anvisa continua monitorando a situação e as ações da fabricante para garantir a segurança dos consumidores.

A fabricante Ypê reforçou o alerta aos consumidores para que interrompam imediatamente o uso dos produtos suspensos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após a identificação de contaminação bacteriana em itens da marca.

Em comunicado divulgado nesta terça-feira (19), a empresa pediu que os consumidores não descartem os produtos afetados até novas orientações das autoridades sanitárias e garantiu que seguirá realizando o reembolso dos clientes atingidos.

“A orientação é que os itens sejam guardados adequadamente e não sejam utilizados nem descartados até novas orientações da Anvisa”, informou a companhia.

A crise ganhou repercussão nacional após a Anvisa determinar a suspensão da fabricação e o recolhimento de determinados lotes de detergentes lava-louças, sabão líquido para roupas e desinfetantes da marca.

Segundo a agência reguladora, os produtos apresentaram contaminação pela bactéria Pseudomonas aeruginosa, micro-organismo que pode representar riscos principalmente para pessoas imunossuprimidas, pacientes em tratamento contra câncer, transplantados, indivíduos com feridas ou queimaduras, além de idosos fragilizados e bebês.

Os lotes afetados são aqueles com numeração final “1”.

Diante da alta demanda de consumidores buscando informações, a empresa ampliou os canais de atendimento do Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) e criou uma plataforma digital exclusiva para orientar a população sobre os procedimentos relacionados aos produtos recolhidos.

Além do site oficial, a empresa disponibilizou novos números telefônicos para atendimento, incluindo linhas com funcionamento 24 horas.

A recomendação é que os consumidores mantenham os produtos armazenados em local seguro até definição dos próximos passos pelas autoridades sanitárias e pela fabricante.

A Anvisa segue monitorando o caso e acompanha as medidas adotadas pela empresa para retirada dos produtos do mercado.

Especialistas alertam que, embora o risco para pessoas saudáveis seja considerado menor, a utilização de produtos contaminados pode provocar irritações, infecções e complicações em públicos vulneráveis.

A fabricante afirmou ainda que está colaborando integralmente com as investigações e revisando seus processos internos de produção para evitar novos episódios semelhantes.


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