Ônibus clandestinos interestaduais são um risco à propagação do coronavírus e às novas variantes da doença devido à falta de fiscalização e de higiene. Na

Redação Publicado em 27/05/2021, às 00h00 - Atualizado às 08h15
Ônibus clandestinos interestaduais são um risco à propagação do coronavírus e às novas variantes da doença devido à falta de fiscalização e de higiene. Na região do Brás, no Centro de São Paulo, há uma pequena rodoviária de ônibus clandestinos com destino a vários estados. O embarque e o desembarque são feitos na rua mesmo, em local proibido.
Uma das empresas que operam no local é a Porto Seguro Transportes, que vende passagens para diversas cidade de Alagoas, Pernambuco e Paraíba. Na garagem da empresa, apesar de uma placa informar que uso de máscara é obrigatório, lá dentro ninguém usa.
Na Avenida Rio Branco, há um estacionamento para os ônibus que chegam do Maranhão, estado em que há um foco contágio da variante indiana do coronavírus. No local não há controle sanitário e as pessoas dispensam o uso de máscaras.
Com a pandemia, o movimento de ônibus clandestinos no Brasil aumentou 30% segundo a Associação Brasileira de Transportes Terrestres de Passageiros.
“Essas empresas clandestinas não fazem nenhum tipo de medida de desinfecção, não fazem triagem de passageiros, fora as condições dos veículos, as condições de saúde dos profissionais, a capacitação dos motoristas e todos os itens de segurança, sejam eles de tecnologia ou de intervenção humana que eles não promovem”, afirma Letícia Pineschi, conselheira da entidade.
“Falta fiscalização e compromisso das autoridades em coibir o transporte clandestino que torna muito insegura a circulação nas rodovias. É um risco não só ao passageiro, mas para todo mundo que trafega nas rodovias”, acrescenta ela.
As grandes rodovias que cruzam a capital paulista e trazem passageiros de diversos estados dificultam a fiscalização. Além do Rodoanel, outras dez passam pela cidade.
São elas: a rodovia dos Imigrantes e a Anchieta, que fazem a ligação com o litoral, a Anhanguera e a Bandeirantes, que seguem para o norte e nordeste do estado, a rodovia Ayrton Senna que passa pelo Alto Tietê, a Dutra que vai até o Rio de Janeiro. Há ainda a Fernão Dias, que liga São Paulo a Minas Gerais, a Castello Branco, que segue pela região noroeste do estado, e, por fim, as rodovias Raposo Tavares e Régis Bittencourt, principal acesso ao Paraná.
Mesmo os ônibus legalizados acabam deixando vários passageiros pelo caminho, antes de chegar às rodoviárias.
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G1
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