Os casos de sarampo aumentaram 79% em todo mundo em 2023, em comparação a 2022

Ana Rodrigues Publicado em 27/02/2024, às 12h43
Os casos de sarampo aumentaram 79% em todo mundo em 2023, em comparação a 2022, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Só no ano passado, foram notificados mais de 306 mil casos, com surtos em cinco das seis regiões monitoradas pelas agência de saúde da ONU, com exceção apenas do continente americano.
Segundo o Metrópoles, em uma coletiva de imprensa que foi realizada na terça-feira passada (20), a consultora técnica sênior sobre sarampo e rubéola da OMS, Natash Crowcroft, afirmou que mais da metade dos países estão em situação de risco alto ou muito alto de ter surtos de sarampo até o final de 2024. Natasha também disse que, espera um aumento nas mortes causadas pela doença.
No final de janeiro, o Reino Unido declarou um alerta nacional para conter o surto de sarampo em cidades britânicas. Outros países da Europa também estão monitorando o aumento dos casos. Em dezembro de 2023, o escritório da OMS na Europa classificou o aumento de diagnósticos no continente como alarmante.
Por outro lado, o Brasil não registrou novos casos de transmissão local da doença desde 2022, segundo o Ministério da Saúde. Essa proteção pode ser efeito do aumento na cobertura vacinal contra o sarampo nos últimos dois anos.
Atualmente, 85,81% do público alvo tomou a primeira dose e 62,51%, a segunda. Entretanto, a meta de cobertura vacinal do Ministério da Saúde é de 95% de indivíduos vacinados.
É um momento de atenção e de enfatizar a preocupação com o sarampo, que é uma doença muito infecciosa", afirmou a pediatra Mônica Levi, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).
De acordo com Mônica, qualquer caso é um risco. Assim como outros vírus respiratórios, o sarampo pode entrar em qualquer lugar através de viajantes infectados e se espalhar quando encontra uma localidade com baixa cobertura vacinal.
O risco acontece por conta do descontrole do sarampo no mundo", considerou.
Porém, um sistema de vigilância eficiente, com a detecção rápida de casos e medidas para conter o avanço do vírus, aliado a altas coberturas vacinais, pode nos colocar em uma situação mais tranquila.
Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo. Porém, o título foi perdido em 2019, após um surto que levou a doença para vários estados.
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