Vítima de 43 anos morreu em março; investigação identificou cães infestados por carrapatos na residência e autoridades reforçam medidas de prevenção.

Redação Publicado em 22/07/2026, às 11h16
A Prefeitura de São Bernardo do Campo confirmou a primeira morte por febre maculosa em 2026, um homem de 43 anos, com o caso sendo oficialmente reconhecido pelas autoridades de saúde em 22 de março. A morte destaca a necessidade de vigilância e ações preventivas para evitar novos casos da doença na região.
Em 2025, não houve registros de mortes por febre maculosa no município, que é causada por bactérias do gênero Rickettsia e transmitida por carrapatos infectados. Os sintomas incluem febre alta, dores intensas e, em casos graves, alterações neurológicas.
Após a confirmação da morte, a Vigilância Epidemiológica investigou a área e encontrou cães infestados por carrapatos, reforçando a urgência de medidas preventivas. O Ministério da Saúde recomenda que pessoas em áreas de risco adotem precauções e busquem atendimento médico imediato ao apresentarem sintomas.
A Prefeitura de São Bernardo do Campo confirmou a primeira morte por febre maculosa registrada no município em 2026. A vítima, um homem de 43 anos, morreu em março, e o caso foi oficialmente confirmado pelas autoridades de saúde nesta terça-feira (22).
Após a confirmação, equipes da Vigilância Epidemiológica realizaram uma investigação no entorno da residência da vítima. Durante a apuração, foram encontrados cães infestados por carrapatos, o que reforçou a necessidade de ações preventivas para evitar novos casos da doença.
Em 2025, o município não havia registrado nenhuma morte causada pela febre maculosa.
A doença é provocada por bactérias do gênero Rickettsia e transmitida pela picada de carrapatos infectados, principalmente o carrapato-estrela. O diagnóstico precoce é considerado essencial, já que a evolução da infecção pode ser rápida e levar a complicações graves quando o tratamento não é iniciado nos primeiros dias dos sintomas.
Entre os principais sinais da doença estão febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal, vermelhidão nas palmas das mãos e plantas dos pés, além de inchaços e, em situações mais graves, alterações neurológicas.
O tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e consiste no uso de antibióticos específicos. Pacientes com evolução mais severa podem necessitar de internação hospitalar.
O Ministério da Saúde orienta que pessoas que frequentam áreas com vegetação alta, sítios, fazendas, margens de rios ou locais com presença de animais devem adotar medidas de proteção, como utilizar roupas claras, calças compridas por dentro das botas, verificar o corpo após atividades ao ar livre e remover rapidamente qualquer carrapato encontrado na pele.
As autoridades reforçam que qualquer pessoa que apresente sintomas após possível contato com carrapatos deve procurar atendimento médico imediatamente e informar sobre a exposição, permitindo o início rápido do tratamento.
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