"O município de São Paulo segue fazendo busca ativa por todas as pessoas que por ventura ainda não tenham comparecido para receber as segundas doses de

Redação Publicado em 03/07/2021, às 00h00 - Atualizado às 15h07
Postos de saúde da cidade de São Paulo registraram pouco movimento neste sábado (3), data que a Prefeitura reservou para aplicação da segunda dose nos grupos eletivos. É obrigatório apresentar comprovante de residência na capital e um documento de identificação.
As 82 unidades de Assistência Médica Ambulatorial (Amas) integradas a Unidades Básicas da Saúde (UBSs) vão atender exclusivamente esse grupo. Excepcionalmente, quem pertence aos grupos eletivos e não tomou a primeira dose também pode ser imunizado neste sábado (3) caso comprove que não pode comparecer durante a semana.
Na UBS Humberto Pascale, no bairro da Santa Cecília, região Central, o movimento era pequeno por volta de 12h. Mais tarde, por volta de 12h40, uma pequena fila se formou, mas as pessoas que se vacinaram disseram que a aplicação estava sendo rápida.
Na UBS Jardim Miriam II, na Zona Sul, apenas uma dose tinha sido aplicada até as 9h deste sábado (3).
Neste sábado (3) vence o prazo para cerca de 11,7 mil pessoas tomarem a segunda dose. Além disso, 83.844 pessoas estão com a segunda dose em atraso, de acordo com a Prefeitura.
Algumas pessoas que receberam a segunda dose neste sábado (3) se emocionaram, como foi o caso da professora Régis Karlik.
“Eu cheguei chorando e sai chorando, tomei a primeira dose há 3 meses, trabalho com evento, sou professora.. O mundo parou. Eu perdi familiares, amigos e tudo isso dá muito dor na gente e fora o medo. Hoje é o dia da minha segunda chance de vida, dia da minha renovação”.
A Prefeitura diz que faz uma busca ativa pelas pessoas que estão com a segunda dose em atraso e que este trabalho é feito diariamente através de ligações.
A Prefeitura já divulgou o calendário para a próxima semana:
A segunda dose é de extrema importância para completar o ciclo de proteção vacinal, de acordo com o coordenador de vigilância em saúde, Luiz Artur Caldeia
“O município de São Paulo segue fazendo busca ativa por todas as pessoas que por ventura ainda não tenham comparecido para receber as segundas doses de vacinação. Isso acontece diariamente, de segunda a sexta-feira e nesse sábado, especialmente nesse sábado, nós destinamos um dia para que as pessoas que ainda não receberam a segunda dose da vacina contra a Covid-19 possam comparecer com mais conforto, sem preocupação com filas para receber essa segunda dose no município de São Paulo”.
“É fundamental completar o esquema vacinal. Isso porque uma dose apenas confere uma proteção parcial a pessoa. Então a pessoa não está totalmente protegida contra a Covid-19”.
A Secretaria Municipal da Saúde reforçou que o calendário vacinal vai ter continuidade de acordo com a chegada de novas doses de vacina.

Moradores de Cotia têm dificudade para se vacinar
Enquanto muitas pessoas não estão indo se vacinar contra a Covid-19, em Cotia, muitas pessoas querem tomar a dose e não conseguem. O agendamento é on-line, mas nem todos têm celular com acesso a internet, nem computador.
É o caso dos moradores da Comunidade Mandela, no Jardim Arco-Íris. Quando eles finalmente conseguem agendar um horário, são mandados para uma UBS que fica a 20 quilômetros de distância. Apesar disso, há uma outra UBS Jardim Arco-Íris, a 50 metros da comunidade.
O ativista Israel Bezerra tem cadastrado as pessoas para receber as vacinas e as leva para tomar a vacina
“O número de pessoas que me procura para cadastrar para tomar a vacina, é surreal. As pessoas por conta da crise, das condições financeiras não têm celular, não tem internet e computador. E não conseguem ligar porque não têm telefone”, afirma.
“As pessoas me procuram muito, disparado, também para levá-las para tomar a vacina porque elas não têm condição de pagar o transporte. Às vezes a pessoa mora na região X e vacinação é na região Y”. Eu encho a caminhonete de pessoas para levar quando os horários são próximos. Eu faço o possível, mas é muita gente.”
A dona de casa Irani dos Santos, que mora na comunidade, ainda não se vacinou porque as passagens para ir até o posto de saúde custariam R$ 20 para ela e mais R$ 20 para o marido.
“Eu gastaria duas conduções para ir e duas para voltar. Não tenho dinheiro nem para o leite, imagina para pagar condução. Nós estamos precisando de ajuda até ara agendar a vacina”, afirma.
Nós procuramos a Secretaria de Saúde de Cotia, mas ainda não tivemos resposta.
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Fontes: G1 – Globo.
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