Pasta rebate alegações falsas que circulam nas redes e reforça segurança do imunizante produzido pelo Butantan; campanha nacional já distribuiu mais de 2,3 milhões de doses

Letícia Sales Publicado em 01/04/2026, às 13h44
O Ministério da Saúde voltou a alertar, nesta quarta-feira (1º), para a circulação de informações falsas sobre a vacina contra a gripe nas redes sociais. De acordo com a pasta, publicações sem embasamento científico têm sugerido que o imunizante poderia aumentar o risco de infecção, o que foi prontamente desmentido pelo órgão.
Publicações afirmam, sem qualquer base científica, que o imunizante aumentaria o risco de contrair a própria gripe. A informação é falsa”, rebateu o ministério em nota.
Produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, a vacina contra a influenza tem eficácia comprovada, especialmente na prevenção de hospitalizações e mortes entre os grupos mais vulneráveis, como crianças pequenas e idosos. Disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a dose aplicada é do tipo trivalente, indicada para reduzir complicações graves causadas pelo vírus.
O imunizante é recomendado pelo Ministério da Saúde, pré-qualificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e segue as orientações internacionais. Tanto a OMS quanto a agência reguladora dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), recomendam o uso de vacinas trivalentes”, reforçou a pasta.
O ministério também esclareceu que a vacina é produzida com vírus inativados, o que impede que ela provoque a doença. “Logo, é falso afirmar que a vacina causa gripe mais forte ou aumenta o risco de infecção”, afirma.
A confusão, segundo especialistas, pode ocorrer porque o período de vacinação coincide com a maior circulação de vírus respiratórios, como covid-19, vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus. “Pessoas vacinadas podem ser infectadas por outros vírus respiratórios no mesmo período e apresentar sintomas semelhantes aos da gripe, o que pode gerar a falsa impressão de que a vacina não funcionou”, esclarece a pasta.
Ainda assim, o benefício da imunização é claro. “Na prática, a imunização reduz a chance de desenvolver sintomas graves e diminui significativamente o risco de internações e morte”, alerta o ministério.
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza teve início no último sábado (28) e segue até 30 de maio nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. A imunização é destinada a grupos prioritários, como idosos, crianças, gestantes, profissionais da saúde e pessoas com comorbidades.
De acordo com balanço recente, mais de 2,3 milhões de doses já foram distribuídas em todo o país desde o início da mobilização.
Além da vacinação, o ministério informou que intensificou o monitoramento da Influenza A (H3N2), especialmente do subclado K, já identificado em países da América do Norte. No Brasil, até agora, foram registrados quatro casos.
A vacina contra a gripe não aumenta o risco da doença, ela salva vidas. Aderir à imunização é a forma mais eficaz de proteger a si mesmo e aos mais vulneráveis, reduzindo internações e evitando mortes”, garante o ministério.
A pasta reforça, por fim, a importância de buscar informações em fontes oficiais antes de compartilhar conteúdos. “Não espalhe desinformação. Confira sempre em sites de fontes oficiais, como do Ministérios da Saúde e da OMS, antes de repassar fake news”, alerta.
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