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Morte por hantavírus

Minas Gerais confirma primeira morte por hantavírus em 2026

Paciente de 46 anos teve contato com roedores em área rural; secretaria descarta relação com casos em cruzeiro

Dados mostram aumento de casos de hantavirose em Minas Gerais, com quatro confirmações e dois óbitos em 2025 - Imagem: Reprodução/ Rudson Amorim
Dados mostram aumento de casos de hantavirose em Minas Gerais, com quatro confirmações e dois óbitos em 2025 - Imagem: Reprodução/ Rudson Amorim

Letícia Sales Publicado em 11/05/2026, às 13h48


A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais confirmou a primeira morte por hantavírus registrada no estado em 2026. O caso foi notificado em fevereiro e teve confirmação laboratorial realizada pela Fundação Ezequiel Dias.

Segundo a pasta, a vítima era um homem de 46 anos, morador de Carmo do Paranaíba, na região do Alto Paranaíba, que apresentava histórico de exposição a roedores silvestres em uma área de lavoura.

Em nota, a secretaria afirmou que o caso não possui qualquer ligação com o surto investigado em um navio de cruzeiro que navegava pelo Oceano Atlântico.

“Trata-se de um caso isolado, sem relação com outros registros da doença”, informou a SES-MG.

A secretaria também reforçou que a variante do hantavírus identificada no Brasil não é transmitida de pessoa para pessoa.

Estado investiga registros da doença

Ainda de acordo com a SES-MG, um segundo caso inicialmente atribuído a Minas Gerais não foi confirmado. O governo estadual informou que já solicitou ao Ministério da Saúde a correção das informações nos sistemas oficiais.

Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) apontam que Minas Gerais registrou quatro casos confirmados de hantavirose em 2025, com dois óbitos. Em 2024, foram sete confirmações e quatro mortes relacionadas à doença.

Doença é transmitida por roedores silvestres

A hantavirose é uma zoonose viral aguda que, no Brasil, costuma se manifestar principalmente na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus.

A transmissão ocorre, na maioria dos casos, pela inalação de partículas contaminadas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados.

“As infecções ocorrem principalmente em áreas rurais, geralmente associadas a atividades ocupacionais ligadas à agricultura e ao contato com ambientes infestados por roedores”, destacou a secretaria.

Os sintomas iniciais incluem febre, dores musculares, dor de cabeça, dor abdominal e mal-estar. Nos casos mais graves, a doença pode evoluir para falta de ar, tosse seca, aceleração dos batimentos cardíacos e queda de pressão.

Atualmente, não existe tratamento específico contra o hantavírus. O atendimento médico é feito com medidas de suporte clínico e monitoramento hospitalar.

Secretaria reforça medidas de prevenção

A SES-MG também orientou a população, especialmente moradores de áreas rurais, a adotar medidas preventivas para evitar o contato com roedores.

Entre as recomendações estão armazenar alimentos em recipientes fechados, manter terrenos limpos, evitar acúmulo de lixo e entulho e não deixar ração animal exposta.

Outra orientação é ventilar locais fechados antes da entrada, como galpões, paióis e depósitos.

“Antes da limpeza desses espaços, a orientação é umedecer o chão com água e sabão, evitando varrer a seco, para reduzir o risco de suspensão de partículas no ar”, concluiu a pasta.


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