Imunizante é recomendado a cada nova gravidez

Gabriela Nogueira Publicado em 19/12/2025, às 18h38
Desde o início da campanha de vacinação contra o vírus sincicial respiratório (VSR) em 6 de dezembro, mais de 11.051 gestantes com 28 semanas ou mais de gravidez receberam a vacina na cidade de São Paulo. De acordo com dados divulgados pela prefeitura, essa imunização é crucial, uma vez que o VSR é responsável por aproximadamente 75% dos casos de bronquiolite e 40% das pneumonias em crianças menores de dois anos.
A vacina não possui restrições de idade para as mães, sendo recomendada uma dose única a cada nova gestação. A proteção oferecida pelo imunizante é imediata para os recém-nascidos, contribuindo para a redução das hospitalizações.
O Ministério da Saúde disponibilizou cerca de 34 mil doses do imunizante, que foram distribuídas entre as Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs) e Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Integradas. Essas unidades operam das 7h às 19h e para a vacinação, as gestantes devem apresentar um documento de identificação e um comprovante que ateste a gestação a partir da 28ª semana.
Para facilitar o acesso à vacina, a população pode consultar sua disponibilidade pelo site Olho na Fila. A localização das unidades da rede municipal pode ser encontrada na plataforma Busca Saúde.
A coordenadora de Vigilância em Saúde, Mariana Araújo, enfatizou a relevância dessa vacinação: "A implementação dessa vacina é muito importante para a saúde dos bebês menores de 6 meses. Vacinar a gestante garante a proteção dos recém-nascidos nos primeiros meses de vida, quando são mais vulneráveis e podem desenvolver formas graves da doença".
Com a chegada das vacinas nas UBS e postos de vacinação, o Ministério da Saúde orientou as equipes médicas a atualizarem as informações sobre a situação vacinal das gestantes, incluindo vacinas contra influenza e covid-19. É possível administrar a vacina contra o VSR simultaneamente com esses imunizantes.
A eficácia dessa estratégia foi corroborada por estudos clínicos como o Estudo Matisse, que demonstrou uma eficácia de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves causadas pelo VSR nos primeiros 90 dias de vida dos bebês.
Em 2025, até o dia 15 de novembro, o Brasil registrou 43,1 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao VSR. Desses casos, mais de 35,5 mil hospitalizações ocorreram em crianças menores de dois anos, representando 82,5% do total nesse período.
Como a maioria das ocorrências está relacionada a infecções virais, não existem tratamentos específicos para bronquiolite. O manejo clínico consiste principalmente em terapias de suporte que incluem suplementação de oxigênio quando necessário, hidratação adequada e uso de broncodilatadores para dilatar as pequenas vias aéreas, especialmente em casos com chiado evidente.
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