Casos se espalham por diversos estados e afetam principalmente crianças

Gabriela Nogueira Publicado em 14/01/2026, às 17h12
A crise de gripe nos Estados Unidos segue em ritmo intenso e já alcança números expressivos. Dados divulgados pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças indicam que, até agora, ao menos 15 milhões de pessoas foram infectadas pelo vírus no país. O avanço da doença também se reflete na rede de saúde, com cerca de 180 mil internações registradas e milhares de mortes associadas à infecção.
O cenário preocupa especialmente médicos e autoridades sanitárias pelo impacto entre crianças. Segundo o CDC, nunca houve, na última década, tantos atendimentos pediátricos relacionados à gripe neste período do ano. Em algumas faixas etárias, quase uma em cada cinco consultas médicas envolve sintomas típicos da doença, como febre, tosse e dor de garganta.
Profissionais de saúde relatam hospitais e prontos-socorros sobrecarregados. Em diferentes regiões, equipes lidam com aumento repentino na procura por atendimento, sobretudo de pacientes mais jovens com quadros intensos. A avaliação de especialistas é que o vírus está circulando de forma ampla e agressiva, o que ajuda a explicar a pressão sobre o sistema.
Atualmente, mais da metade dos estados americanos registra níveis altos ou muito altos de doenças semelhantes à gripe. Paralelamente, farmácias apontam um salto significativo na busca por medicamentos para alívio de sintomas e por testes caseiros para gripe e covid, um reflexo direto da disseminação do vírus.
A temporada é marcada pela predominância de uma nova variante do vírus influenza A, ligada ao subtipo H3N2. Essa cepa já havia provocado ondas de infecção em outros países nos últimos meses e agora domina os registros nos Estados Unidos. Especialistas avaliam que a circulação intensa deve continuar nas próximas semanas, possivelmente avançando até o início da primavera.
Apesar de a vacina não ser totalmente ajustada à variante predominante, médicos reforçam que a imunização segue sendo a principal ferramenta para evitar casos graves, hospitalizações e mortes. Dados oficiais mostram que menos da metade da população recebeu a dose neste ciclo, percentual considerado baixo diante do cenário atual.
Autoridades de saúde alertam que, mesmo com sinais pontuais de estabilização em algumas cidades, o risco permanece elevado. A recomendação é manter atenção aos sintomas, procurar atendimento quando necessário e atualizar a vacinação sempre que indicado, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com condições de risco.
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