Doença vem sendo predominante em adolescentes do sexo feminino

Marina Roveda Publicado em 31/07/2023, às 09h07
De acordo com dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), a escoliose é uma condição que afeta aproximadamente 4% da população mundial. No Brasil, cerca de 6 milhões de pessoas convivem com a doença, sendo a maior parte adolescentes do sexo feminino, que constituem a faixa etária de maior prevalência.
Essa condição é caracterizada por um desvio lateral da coluna vertebral, resultando em uma curvatura anormal que pode afetar a postura e, em casos mais graves, comprimir o pulmão. O Dr. Luciano Miller, médico cirurgião de coluna do Hospital Albert Einstein e professor livre-docente pela UNIFESP, explica que a escoliose pode ter causas variadas, envolvendo fatores genéticos e ambientais.
"Embora a maioria dos casos de escoliose seja idiopática, ou seja, sem uma causa específica conhecida, também existem casos em que a condição está relacionada a problemas neuromusculares, má postura, lesões traumáticas e doenças congênitas", destaca Miller.
Estudos recentes têm mostrado que o diagnóstico precoce desempenha um papel fundamental no tratamento eficaz da escoliose. Em casos mais avançados, a intervenção cirúrgica pode ser necessária para corrigir a curvatura da coluna vertebral.
Felizmente, avanços significativos têm sido alcançados no campo do tratamento da escoliose. Terapias não invasivas têm mostrado resultados promissores na correção e estabilização da curvatura da coluna em pacientes jovens. Além disso, novas técnicas cirúrgicas têm sido desenvolvidas, permitindo uma recuperação mais rápida e menos desconforto para os pacientes.
O Dr. Luciano Miller enfatiza a importância da detecção precoceda condição. "É fundamental educar a população sobre os sinais e sintomas da escoliose, incentivando o diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento adequado", ressalta Miller.
É importante destacar que a escoliose não deve ser encarada apenas como um desvio físico, mas sim como uma condição que pode afetar significativamente a qualidade de vida das pessoas. Portanto, a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce, a busca por tratamentos adequados e o apoio emocional aos pacientes são fundamentais para garantir uma melhor saúde e bem-estar.
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